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RAMageddon: fim da era de smartphones e laptops baratos?

RAMageddon eleva custos de memória, aumentando preços de laptops, smartphones e consoles; segmento sub-$500 pode desaparecer até 2028

Laptop engulfed in flames and smoke on wooden desk
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  • O fenômeno conhecido como “RAMageddon” ocorre por causa da expansão da IA, que aumenta a demanda por memórias e reduz a oferta, elevando preços de laptops, celulares e consoles.
  • Gigantes como Microsoft, Samsung e Dell já subiram preços e retiraram modelos mais baratos, dificultando encontrar aparelhos abaixo de £400.
  • Analistas estimam que notebooks comuns, que custam em torno de $900, podem subir até 40% em 2026 por falta de memória.
  • A escassez afeta também armazenamento em flash (SSD) e processadores de baixo nível, com a PS5 aumentando £90 a partir de 2 de abril; outros fabricantes também anunciaram altas.
  • Soluções previstas: até 2030 a pressão deve seguir; considerar modelos mais antigos, usados ou recondicionados, ou optar por reparos em vez de substituição.

O mercado de tecnologia vive uma pressão rara: a escassez de memória RAM e de chips de armazenamento está elevando os preços de laptops, smartphones, consoles e componentes. O fenômeno, apelidado de RAMageddon, não se deve a conflitos ou falta de matérias-primas, e sim ao avanço maciço de IA e aos data centers que demandam enormes quantidades de memória.

Fabricantes como Microsoft, Samsung e Dell já anunciaram aumentos de preço e retirada de modelos mais baratos. Analistas apontam que chips de memória relevantes para notebooks e celulares representam uma fatia significativa do custo, o que torna inviável manter margens pequenas em itens de entrada.

A tendência afeta os preços desde a base de laptops de entrada até smartphones modulares, com projeções de altas chegando a 40% em alguns casos até 2026. Grandes montadoras sinalizam reajustes em linhas populares, como MacBook Air, PS5 e consoles Xbox, entre outros.

Como o cenário pode evoluir

Empresas de dados e IA fecharam acordos para garantir parte da demanda futura, mas a maior parte da produção continuará restrita até 2027 e possivelmente até 2030, segundo estimativas de mercado. A capacidade extra de produção ainda está em construção.

Nesse contexto, modelos mais baratos tendem a sumir do mercado ou sofrer reajustes significativos. Especialistas ressaltam que chips de memória respondem por até 30% do custo de smartphones econômicos e 23% de notebooks de entrada, dificultando a viabilidade de novas linhas.

Para consumidores, a recomendação é planejar compras com antecedência. Modelos antigos ainda disponíveis podem sair por preços elevados devido a reajustes, e opções recondicionadas ganham relevância como alternativa, com precauções na garantia e qualidade.

O que pode ser feito

Mercados de usados e recondicionados aparecem como opção mais barata, ainda que com variação de preço conforme o estoque. Reparos de equipamentos existentes também costumam ser mais econômicos do que a substituição completa.

Varejistas costumam redirecionar a linha de produtos de menor especificação para manter margens, aumentando o preço inicial de entrada. Esse movimento reforça a necessidade de avaliar especificações, disponibilidade e garantia antes da compra.

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