- Três congressistas — Marcos Pollon, Marcel Van Hattem e Zé Trovão — foram suspensos por sessenta dias por quebra de decoro parlamentar.
- A punição ocorreu após eles ocuparem a Mesa do plenário da Câmara em agosto de 2025, obstruindo as sessões em protesto contra a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
- A caso gerou críticas de oposição e aliados; Flávio Bolsonaro reagiu defendendo a legitimidade da pauta e dizendo que a suspensão cria precedente contra a liberdade de expressão.
- Outros parlamentares da oposição, como Rogério Marinho e Rogério, destacaram a defesa do espaço de debate no Congresso e questionaram o cerceamento do mandato.
- A medida ainda depende da análise do plenário da Câmara para entrar em vigor, e os deputados podem apresentar recursos.
Mais de 60 dias de suspensão para os deputados Marcos Pollon, Marcel Van Hattem e Zé Trovão foi aprovada pelo Conselho de Ética, com base em quebra de decoro. A decisão envolve três parlamentares do PL e do Novo que ocuparam a Mesa do plenário da Câmara em agosto de 2025, bloqueando as sessões em protesto contra a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
Os três agora respondem por quebra de decoro parlamentar. A medida depende de análise do plenário da Câmara para entrar em vigor, e ainda cabe recurso aos deputados.
Oposição reagiu na noite de terça-feira, 5 de maio de 2026, cobrando o respeito às regras e ao funcionamento do Congresso. Opinões divergentes foram expressas por aliados e adversários dos suspensos.
Repercussões e manifestações
Flávio Bolsonaro, senador pelo PL, apoiou os deputados, afirmando que a pauta era legítima e que a suspensão abre precedente contra a liberdade de expressão. O filho do ex-presidente também mencionou que casos semelhantes ocorreram sem punição.
Nikolas Ferreira classificou o ato como dia vergonhoso, dizendo que muitos eleitores estão censurados. Rogério Marinho, líder da oposição no Senado, considerou a medida um cerceamento à liberdade de expressão. Outros parlamentares criticaram o que chamaram de injustiça.
Eduardo Girão, senador do Novo, criticou a condução da Câmara, defendendo o espaço para o debate. Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem manifestaram solidariedade aos suspensos.
Maria do Rosário, deputada do PT, afirmou que a punição ficou aquém da gravidade dos fatos e que há desrespeito aos eleitores. Outros representantes de oposição também cobraram equilíbrio institucional.
Próximos passos
O conteúdo será analisado pelo plenário da Câmara antes de entrar em vigor. Deputados ainda podem recorrer da decisão para contestar a suspensão. O tema continua sob monitoramento no Congresso.
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