- O grupo Riachuelo registrou lucro líquido de R$ 5 milhões no primeiro trimestre, revertendo prejuízo de R$ 45,9 milhões do mesmo período do ano anterior.
- O EBITDA ajustado consolidado atingiu R$ 268 milhões, alta de 14,1%, com margem de 11,5%, acima do consenso.
- As vendas nas mesmas lojas do vestuário cresceram 10,1% no trimestre, o 11º aumento consecutivo.
- O CEO André Farber aponta continuidade de ganhos, destacando a integração com a fábrica própria e melhorias na cadeia de produção e precificação como motor de margem.
- A empresa segue o plano de expansão de lojas, com foco em reformas e novos formatos, visando inaugurar entre 15 e 17 unidades neste ano e ampliar até 150 oportunidades de abertura no período.
O grupo Riachuelo, antes conhecido como Guararapes, divulgou lucro de R$ 5 milhões no 1º trimestre, revertendo prejuízo de R$ 45,9 milhões do mesmo período de 2025. O resultado ocorre em um trimestre historicamente fraco para o varejo de moda e ficou acima da expectativa de analistas consultados pela Bloomberg Línea, que projetavam prejuízo de R$ 4,7 milhões.
O EBITDA ajustado consolidado somou R$ 268 milhões, alta de 14,1% ante o mesmo período do ano anterior, com margem de 11,5%. As vendas de vestuário nas lojas iguais, principal indicador de expansão orgânica, subiram 10,1% no trimestre, marcando o 11º período consecutivo de crescimento.
Estratégia e gestão
O CEO André Farber atribui a melhora à integração entre a operação e a fábrica própria, elemento central da transformação iniciada em 2023. A companhia reforçou planejamento de coleções, controle de estoque e políticas de precificação, o que, segundo ele, contribuiu para a expansão da margem bruta.
A empresa investiu em equipes seniores de moda e em parcerias criativas com estilistas. Nas lojas físicas, foi adotado um novo conceito arquitetônico a partir de 2024, com primeira experiência em uma pop-up de 240 m² em São Paulo, em 2023, seguida pela abertura de uma unidade em Curitiba sob o mesmo formato.
Expansão de lojas e novos formatos
Segundo Farber, a Riachuelo pretende aplicar o novo conceito de loja em mais unidades. Em 2024, a rede inaugurou uma loja expandida no ParkShopping Barigüi, em Curitiba, e planeja entre quatro e cinco reformas até 2026, com o objetivo de converter toda a rede ao formato ao longo dos próximos anos.
A empresa mantém o plano de abrir cerca de 150 novas lojas no decorrer da estratégia. O calendário prevê entre 15 e 17 inaugurações neste ano, mantendo a faixa de 15 a 20 novas unidades anuais.
Finanças e crédito
No campo financeiro, a Midway, financeira do grupo, ampliou o portfólio com crédito consignado, mantendo postura conservadora na concessão. A carteira cresceu de forma gradual, contribuindo para o resultado consolidado, mesmo diante de inadimplência elevada.
Farber afirma que a estratégia é manter o crescimento com disciplina, ressaltando que o core do negócio continua a ser cartões, seguros e empréstimos. Ele diz ainda que a empresa está preparada para ajustar operações diante de cenários macro desafiadores.
Perspectivas e estoque
O executivo ressalta a necessidade de ajustar a operação diante de variações climáticas e do inverno. A companhia tem trabalhado para regular estoque de itens de frio, visando evitar faltas ou excessos conforme a demanda muda ao longo da temporada.
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