- A startup brasileira Ecomilhas participou do primeiro encontro do Acceleration Program da Startup Braga, em Portugal, nos dias 22 e 23 de abril, fortalecendo a estratégia de internacionalização.
- O evento reuniu fundadores, investidores e especialistas europeus, com mentorias e workshops sobre posicionamento de mercado, operações e escalabilidade internacional.
- A participação abriu acesso a práticas aplicáveis e fomentou conexões com o ecossistema europeu, fortalecendo a expansão da plataforma de gestão de emissões de carbono ligadas ao deslocamento de colaboradores.
- A Ecomilhas atua no Escopo 3.7 e busca transformar dados de mobilidade em indicadores para mensurar e reduzir emissões corporativas por deslocamento diário de colaboradores.
- O movimento ocorre num contexto de amadurecimento das agendas climáticas, em que a qualidade dos dados é central para planejamento, reporte e decisões estratégicas em ESG.
A startup brasileira Ecomilhas participou, nos dias 22 e 23 de abril, do Acceleration Program da Startup Braga, em Portugal. A iniciativa visa acelerar empresas com potencial internacional e ampliar redes com o ecossistema europeu. O movimento reforça a estratégia de expansão da empresa.
Durante o encontro, fundadores, investidores e especialistas conduziram atividades voltadas ao desenvolvimento estratégico. A participação proporcionou mentoria prática, com foco em posicionamento, operações e escalabilidade em mercados internacionais.
A atuação ocorreu no Hub de inovação da Startup Braga, reconhecido por conectar startups a parceiros europeus. A iniciativa confirmou maturidade operacional da Ecomilhas e reforçou a capacidade de atuação em novos mercados.
Sobre a Ecomilhas
A Ecomilhas é uma plataforma climática que gerencia emissões de carbono associadas ao deslocamento de colaboradores, no Escopo 3. O objetivo é transformar dados de mobilidade em indicadores utilizáveis na gestão.
A empresa coleta informações de mobilidade e aplica metodologias alinhadas a padrões internacionais. Os dados resultam em métricas que ajudam a entender o impacto real das operações ao longo do tempo.
A solução também busca engajar colaboradores, conectando mensuração a mudanças de comportamento. Assim, a gestão de emissões deixa de ser apenas um inventário para virar rotina corporativa.
Desafios da mensuração de emissões
O deslocamento diário dos colaboradores é uma fonte relevante de emissões indiretas, porém pouco estruturada. No Escopo 3, pode representar mais de 70% das emissões totais segundo o GHG Protocol.
Muitas organizações ainda usam estimativas ou proxies, o que compromete a confiabilidade dos inventários de carbono. Falta de dados primários é destaque em relatórios de referência, como o CDP.
Mesmo quando há tentativa de mensuração, os dados costumam ser fragmentados e difíceis de transformar em decisão. A leitura clara é essencial para metas realistas e monitoramento contínuo.
Ao mesmo tempo, há pressão por qualidade de dados em ESG. Investidores e parceiros cobram consistência, tornando a qualidade das informações um requisito estratégico, não apenas técnico.
O deslocamento de colaboradores continua sendo uma oportunidade ainda subaproveitada na agenda climática corporativa, com impacto recorrente nas emissões e na gestão de descarbonização.
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