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Teto de spread no consignado privado é irrelevante, diz executivo do Itaú

CEO do Itaú Unibanco diz que teto de spread é irrelevante; a mecânica está estabelecida e a calibragem do spread é fundamental

Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco — Foto: Ana Paula Paiva/Valor
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  • O Itaú Unibanco considera o teto para o spread do consignado privado irrelevante, mesmo com o CET mensal limitado a um ponto percentual acima da taxa de juros.
  • O CEO Milton Maluhy Filho disse que a mecânica de cap já está estabelecida no portfólio do banco, que opera com as menores taxas do mercado.
  • Maluhy destacou que a calibragem do spread é fundamental para não excluir públicos do mercado e evitar erros para baixo.
  • Antes do consignado privado, o Itaú tinha cerca de 30% de participação; a linha ampliou o mercado e trouxe expansão de carteira, conforme avaliação do executivo.
  • O banco não apresenta guidance específico de ROE, mas mantém projeções de rentabilidade acima de 20%; o ROE foi de 24,8% no primeiro trimestre de 2026, com metas de crescimento de crédito e margens permanecendo as mesmas.

O Itaú Unibanco considera irrelevante o teto para o spread no consignado privado. O comentário foi feito pelo CEO Milton Maluhy Filho durante teleconferência sobre o resultado do 1º trimestre. Governo limitou CET mensal do consignado a 1 ponto percentual acima da taxa básica.

Maluhy explicou que a mecânica de cap já está estabelecida no portfólio do banco, que atua com as menores taxas do mercado. Ele afirmou estar confortável com as condições atuais e destacou a importância da calibragem do spread para evitar perdas de clientes.

O executivo também apontou que o cap pode reduzir a participação de públicos no mercado e ressaltou a necessidade de encarar o ajuste de forma cuidadosa, para não excluir clientes que se beneficiam do consignado.

Antes da adoção do consignado privado, o Itaú era líder do setor com cerca de 30% de participação. Mesmo com a entrada do novo produto, o banco reconheceu expansão de mercado, ainda que tenha registrado perdas de participação ao longo do ciclo.

Guidance

O CEO afirmou que não apresenta projeção de ROE, mas disse que as metas do banco indicam rentabilidade superior a 20% neste ano. O ROE do banco foi de 24,8% no 1º trimestre de 2026, 0,4 p.p. acima do trimestre anterior.

Maluhy reiterou que o banco não divulga guidances de ROE devido à influência de várias variáveis, como custo de capital. A criação de valor continua sendo a métrica central da gestão.

O Itaú manteve o guia de 2026 para crédito e outras linhas. A projeção aponta expansão da carteira de crédito total entre 5,5% e 9,5%, com crescimento de 6,5% a 10,5% no Brasil. Margem financeira com clientes entre 5,0% e 9,0%.

As expectativas para custo de crédito ficam entre 38,5 bilhões e 43,5 bilhões. Receitas de serviços e seguros devem crescer entre 5,0% e 9,0%, enquanto despesas não relacionadas a juros devem subir de 1,5% a 5,5%.

Maluhy afirmou que o banco está confiante de alcançar os resultados implícitos no guidance e manter rentabilidade acima de 20%, sem divulgar novo ROE.

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