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AXIA nega crise de liquidez no mercado elétrico e defende seu modelo de preço

AXIA nega crise de liquidez no mercado elétrico e defende seu modelo de precificação, apesar de críticas sobre liquidez e volatilidade dos preços

AXIA nega crise de liquidez no mercado elétrico e defende modelo de preço
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  • A AXIA informou lucro líquido ajustado de R$ 3,7 bilhões no primeiro trimestre, revertendo o prejuízo de igual período de 2025, com margem de venda de energia em R$ 177 por megawatt-hora, alta de 320% em um ano.
  • A empresa atribui parte do resultado à estratégia de manter parte da energia descontratada para venda no mercado de curto prazo, onde os preços são mais elevados e voláteis.
  • Críticas de concorrentes apontam que a AXIA pode estar segurando liquidez em contratos de longo prazo para pressionar preços a seu favor; o CADE acompanha o tema e há demanda por medidas regulatórias para ampliar liquidez.
  • Rodrigo Limp, vice-presidente da AXIA, negou que a atuação da companhia puxe os preços para cima, dizendo que a formação de preço é baseada em modelos que não consideram a posição comercial.
  • O Governo discute mudanças na metodologia de cálculo dos preços; a próxima reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico está marcada para 13 de maio, e a AXIA defende a continuidade dos parâmetros atuais.

AXIA, antiga Eletrobras, registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,7 bilhões no primeiro trimestre, revertendo o prejuízo do mesmo período de 2025 e elevando a margem de venda de energia. O destaque fica para a diferença entre ganhos e perdas, com melhoria expressiva da rentabilidade.

A companhia atribui o resultado a uma estratégia de manter parte da capacidade descontratada, disponível para vendas no mercado de curto prazo, onde os preços são mais altos e voláteis. Essa prática, porém, tem gerado críticas entre concorrentes.

Entre empresários do setor, há quem questione a liquidez do mercado de contratos de longo prazo. Alguns tradings comentam que a atuação da AXIA e de outras grandes geradoras pode atrair escrutínio de órgãos reguladores.

Liquidez do mercado e posição regulatória

Segundo o vice-presidente de regulação, institucional e mercado da AXIA, não há sinais de liquidez estruturalmente reduzida no setor. Ele aponta possível movimento conjuntural de risco de contraparte devido a falências de comercializadoras.

A AXIA afirma que a formação de preços não depende da posição comercial das empresas. O executivo ressalta que preços são determinados por modelos que consideram várias variáveis, sem efeito direto da posição de venda ou compra.

A empresa informa que atua com alta parcela de energia descontratada: até 27% neste ano, até 43% em 2026 e até 57% em 2027, conforme balancos divulgados.

Debate sobre metodologia de precificação

Modelos matemáticos usados para fixar preços no mercado elétrico estão no centro do debate. Críticos defendem mudanças na metodologia para reduzir volatilidade e valores elevados, especialmente no início da noite.

O governo avalia possíveis mudanças na fórmula de precificação ainda neste mês. A pauta envolve o CMSE, reunião de técnicos do setor sob coordenação do Ministério de Minas e Energia, para discutir ajustes metodológicos.

Limp sustenta que a volatilidade é natural, citando a natureza do Brasil e a dinâmica entre geração solar/eólica diurna e uso de usinas termelétricas à noite. Ele defende a manutenção dos parâmetros atuais de cálculo.

Analistas da XP sugerem que alterações na fórmula, defendidas por críticos, poderiam reduzir em média cerca de R$ 40 por megawatt-hora os preços de curto prazo. O cenário depende de decisões regulatórias futuras.

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