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Brasil tem superávit com EUA em abril e saldo da balança comercial sobe 37%

Brasil fecha abril com superávit de US$ 200 milhões na balança com os EUA, mas acumula déficit de US$ 1,36 bilhão no ano

Superávit do Brasil com Estados Unidos em abril foi de US$ 200 milhões, mas no ano saldo ainda é favorável aos americanos, em US$ 1,3 bilhão
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  • O Brasil registrou superávit de US$ 10,537 bilhões na balança comercial de abril, alta de 37,5% em relação a abril de 2025.
  • Em abril, houve superávit com os Estados Unidos de US$ 200 milhões, mesmo com queda nas exportações e importações brasileiras para aquele mercado.
  • No acumulado de janeiro a abril, o saldo com os EUA é deficitário em US$ 1,36 bilhão, com exportações caindo 16,7% e importações caindo 13%.
  • A China segue como maior destinatária das exportações brasileiras; em abril, as vendas ao país subiram 32,5% e totalizaram US$ 11,61 bilhões, com superávit de US$ 5,56 bilhões no mês.
  • Entre os destaques de exportação, a soja somou US$ 7 bilhões em abril, e o petróleo Brent (óleo bruto) atingiu US$ 4,8 bilhões. No acumulado do ano, soja e petróleo puxam as exportações, contribuindo para um saldo positivo de US$ 24,8 bilhões no conjunto.

O Brasil registrou superávit de US$ 10,537 bilhões na balança comercial de abril, com exportações aumentando mais que as importações. O resultado representa uma elevação de 37,5% em relação a abril de 2025, segundo o Mdic. Entre os destaques, o país encerrou o mês com saldo positivo com os Estados Unidos.

As exportações somaram US$ 34,1 bilhões em abril, enquanto as importações chegaram a US$ 23,6 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 57,8 bilhões, 10,8% acima de abril do ano anterior. No acumulado de janeiro a abril, o superávit totaliza US$ 24,8 bilhões.

Principais mercados

Brasil fechou abril com superávit com os Estados Unidos, apesar de queda nas vendas e nas compras. Exportações para o mercado americano ficaram em US$ 3,12 bilhões, e importações chegaram a US$ 3,10 bilhões, gerando saldo de US$ 200 milhões. A corrente de comércio com os EUA recuou 14,8%.

No acumulado do ano, o saldo com os EUA é déficit de US$ 1,36 bilhão. As exportações para os americanos somaram US$ 10,9 bilhões, com queda de 16,7% frente ao mesmo período de 2025. As importações dos EUA caíram 13%, para US$ 12,27 bilhões.

A China manteve posição de maior parceira de comércio. Em abril, as exportações para a China cresceram 32,5%, totalizando US$ 11,61 bilhões, enquanto as importações aumentaram 20,7%, para US$ 6,05 bilhões. O saldo com a China foi de US$ 5,56 bilhões, e a corrente de comércio subiu 28,2%.

No acumulado de janeiro a abril, as exportações para a China cresceram 25,4%, alcançando US$ 35,61 bilhões. As importações caíram 0,4%, para US$ 23,96 bilhões, resultando em superávit de US$ 11,65 bilhões. A corrente de comércio com a China expandiu-se 13,6%, para US$ 59,57 bilhões.

Destaques na exportação

A soja liderou as vendas ao exterior em abril, com um aumento de 18,8% ante o mesmo mês de 2024, alcançando US$ 7 bilhões. Nos quatro primeiros meses, a pauta de soja manteve impulso expressivo.

O setor de petróleo registrou alta de 10,6% nas exportações, com US$ 4,8 bilhões em óleo bruto e derivados. No acumulado de 2026, o petróleo aparece como principal destaque, impulsionando o desempenho das exportações.

No conjunto, o desempenho de abril reforça a posição brasileira no comércio externo, com saldo positivo com os EUA e forte contribuição da China para o superávit anual.

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