- O IPCA apontou alta de 6,54% nos preços de refeições fora de casa nos últimos 12 meses, elevando o custo para o trabalhador.
- Em um restaurante no centro de São Paulo, prato básico fica próximo de R$ 26.
- O vale-refeição (R$ 12,50 por dia) não acompanha a inflação e costuma durar apenas uma semana e meia.
- Pesquisa indica que 44% dos trabalhadores dizem que o benefício não cobre o mês inteiro; em 2019 eram cerca de 18 dias úteis, e no ano passado passaram a 10 dias.
- Para economizar, muitos recorrem à marmita, levando comida de casa durante a semana.
Com a inflação elevada, refeições fora de casa ficaram mais caras e o vale-refeição não acompanha o ritmo dos preços, pressionando o orçamento de trabalhadores em todo o país. Dados do IPCA apontam alta de 6,54% nas refeições fora do lar em 12 meses no Brasil.
Em São Paulo, um prato típico de almoço com arroz, feijão, salada e filé de frango chega a quase R$ 26 em restaurante popular no centro. A professora Alice Tepedino comenta que é preciso analisar o custo-benefício antes de sair para comer fora.
O vale-refeição recebido por muitos trabalhadores não cobre esse aumento. Enfermeira Valéria Lopes recebe diariamente R$ 12,50, valor que segundo ela costuma render apenas uma semana e meia. A professora Maria Mercedes Cofiel afirma que esse montante mal dá para algo como refrigerante.
Falta de alinhamento entre benefício e inflação
Pesquisas indicam que quase metade dos trabalhadores afirma que o vale-refeição não dura até o fim do mês. Em 2019 o benefício cobria cerca de 18 dias úteis; no ano passado a duração caiu para 10 dias. Com a defasagem, muitos recorrem à marmita para reduzir gastos.
A prática de levar marmita é comentada por quem busca economia. Alice revela que leva a refeição para o trabalho para manter o orçamento estável diante dos altos preços. O cenário aponta para um freio no consumo de refeições fora de casa e maior planejamento financeiro diário.
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