- A presidente da TFWA é Sarah Branquinho, que iniciou a trajetória na associação em 1984 e descreve o cargo como um retorno ao início de sua carreira.
- Sua experiência inclui posições de destaque em Duty Free World (vai/foi parte da Dufry, hoje Avolta), com foco externo e engajamento de stakeholders, em nível global.
- Branquinho afirma adotar uma abordagem de escuta antes de definir prioridades, visando inovação e plataformas que conectem e fortaleçam os negócios do setor.
- Sobre os eventos, destaca Cannes como a principal reunião global, e ressalta que a Feira e Conferência TFWA Asia Pacific, em Singapura, ganhará identidade própria para refletir a região como motor de inovação.
- Ela reconhece desafios como ambiente econômico e geopolítico complexo, crescimento desigual entre regiões e mudança no comportamento do viajante, enfatizando colaboração, alinhamento de valor e evolução contínua das plataformas da TFWA.
O cargo de presidente da TFWA foi assumido por Sarah Branquinho, cuja carreira no setor de duty free e travel retail remonta a 1984. Em entrevista exclusiva, Branquinho traça sua trajetória e aponta caminhos para que o segmento fortaleça sua posição no cenário global. O diálogo aborda a evolução da associação, o papel da TFWA e as prioridades para os próximos anos.
Branquinho destaca uma visão ampla do ecossistema, que vai desde marcas e varejistas até aeroportos, reguladores e outros órgãos do setor. Ela reforça a importância de uma atuação contínua em advocacy e de manter a organização como plataforma de conexão, diálogo e progresso conjunto. A experiência em cargos de liderança com World Duty Free, hoje parte da Avolta, é citada como elemento-chave para entender as necessidades do mercado.
A gestão que assume enfatiza a escuta ativa como ponto de partida para definição de prioridades. O objetivo é manter a TFWA como polo de inovação e oportunidades de negócios, alinhando ações aos reais impactos no mercado. A agenda de 2026 prioriza evoluções em eventos, maior engajamento dos stakeholders e a adaptação às dinâmicas de consumo observadas na indústria.
Sobre os eventos da TFWA, Branquinho aponta equilíbrio entre continuidade e inovação. O encontro principal, a TFWA World Exhibition & Conference, em Cannes, permanece como referência global. Paralelamente, a TFWA Asia Pacific Exhibition & Conference, em Singapura, deve ganhar identidade própria para ir além do papel de “mini-Cannes” e refletir o papel da região como geradora de inovação em produtos e canais de venda.
No conjunto, a liderança da TFWA busca oferecer uma plataforma estável para enfrentar desafios regulatórios que surgem de modo pontual em diferentes mercados. A presidente atua com foco em facilitar a colaboração entre comunidades de atuação distintas, mantendo a confiança do setor e o dinamismo das atividades da associação.
Ao olhar para o futuro, Branquinho ressalta a resiliência do setor, com grande presença em eventos recentes e engajamento regional. A Asia Pacific surge como motor de crescimento, porém com ressalvas sobre velocidades diferentes de expansão entre regiões e a necessidade de adaptação a condições locais e às expectativas dos consumidores.
A executiva também destaca a importância de um turismo de experiência, cada vez mais digital e atento aos preços. No âmbito de bebidas, observa demanda por drinks de alto valor, rótulos com identidade regional e narrativas que conectem heritage, sustentabilidade e inovação. Ainda assim, o ambiente econômico e geopolítico segue desafiador, exigindo alinhamento, adaptação e foco em valor real para o mercado.
A TFWA, como organização, continua envolvida também em questões regulatórias, contribuindo com o Duty Free World Council para simplificar caminhos entre marcas e varejistas. A leitura de Branquinho aponta que o segredo da gestão é reunir pessoas, ouvir diferentes perspectivas e buscar resultados práticos e compartilhados.
Para além da atuação institucional, a presidente afirma que iniciativas devem ser mensuradas por valor concreto para o setor. Com a agenda de 2026 em mente, Branquinho reforça a necessidade de oferecer plataformas que conectem, informem e possibilitem crescimento sustentável, alinhadas às mudanças do mercado e às expectativas dos viajantes.
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