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Banco Inter cai mais de 14% com piora da inadimplência

Banco Inter cai mais de 14% em Wall Street após piora da qualidade dos ativos, mesmo com lucro recorde, elevando o cuidado com o crédito nos próximos trimestres

Fachada do Banco Inter. Imagem: Divulgação
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  • Ações do Banco Inter caíram 14,41% na Nasdaq (US$ 6,71) na tarde de quinta-feira, 7 de maio, maior queda desde janeiro de 2023.
  • O banco teve lucro líquido recorde de 395 milhões de reais, alta de 37,8% ante o ano anterior, com ROE de 15,5%.
  • Mesmo assim, o mercado deu mais atenção à piora da qualidade de ativos, com custo do risco em 5,6%.
  • Analistas apontam que a deterioração está ligada a um ambiente macroeconômico mais fraco, envolvendo uso de cartão de crédito rotativo e expansão do crédito consignado privado, além de efeitos sazonais.
  • O Banco Safra avalia o resultado como abaixo das expectativas, destacando pressão na receita líquida de juros e mantendo recomendação neutra com preço-alvo de US$ 10.

O Banco Inter (INTR) teve queda expressiva das ações nesta quinta-feira, 7 de maio, em Wall Street. Por volta das 15h42 (horário de Brasília), os papéis recuavam cerca de 14,4% na Nasdaq, cotados a US$ 6,71. A queda foi a maior desde janeiro de 2023, segundo dados da Investing.

Mesmo com lucro líquido recorde, o mercado respondeu ao balanço da instituição de forma negativa. O Inter registrou lucro líquido de R$ 395 milhões, avanço de 37,8% na comparação anual, e retorno sobre patrimônio líquido de 15,5%.

Inadimplência em evidência preocupa analistas. A XP aponta que o crescimento do banco tem avançado com deterioração da qualidade dos ativos, com custo do risco em 5,6%, acima do padrão histórico recente. A análise destaca que a piora ocorreu mesmo com crédito mais garantido, superando padrões sazonais de início de 2025.

Contexto de crédito e ambiente macro

Analistas ligam a piora a um ambiente macroeconômico mais fraco, com destaque para maior uso de cartão de crédito rotativo, expansão do crédito consignado privado e efeitos sazonais do começo do ano. Esses fatores ajudam a explicar a pressão sobre a qualidade do crédito.

Safra aponta desempenho abaixo das expectativas do mercado, ressaltando que a menor receita líquida de juros pesou sobre o resultado. A instituição mantém visão neutra, com preço-alvo de US$ 10, citando preocupações com o apetite ao risco do Banco Inter.

O mercado acompanha se a instituição conseguirá manter crescimento mantendo sob controle os índices de inadimplência nos próximos trimestres. A repercussão ocorre mesmo diante de um lucro recorde, com foco na continuidade da qualidade dos ativos.

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