- O presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, disse que a alta de combustíveis causada pela guerra no Oriente Médio ainda não gerou impactos diretos, como desistências de compra ou adiamentos de entregas.
- No início de 2026, a empresa entregou 44 aeronaves no primeiro trimestre, sendo 29 jatos executivos, e tem melhora na produção com a normalização das cadeias de fornecimento.
- A Embraer fechou um pedido de 46 jatos com a Finnair neste trimestre; a concorrente Airbus assinou contrato com a AirAsia para 150 aeronaves.
- A receita líquida no primeiro trimestre de 2026 chegou a R$ 7,5 bilhões, e o lucro líquido somou R$ 145,4 milhões, queda de 51,4% em relação ao mesmo período de 2025; o Ebitda ajustado foi de R$ 749,4 milhões e o Ebit ajustado, R$ 488,6 milhões.
- O segmento de aviação executiva gerou 2,2 bilhões de reais de receita no trimestre, com margem bruta de 15,1%, impactada por tarifas de importação dos Estados Unidos e pelo lançamento de novos modelos; a Embraer espera normalizar as margens nos próximos trimestres.
Embraer afirma não ter registrado impactos diretos da alta de combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio. Francisco Gomes Neto disse que, apesar da situação difícil, não houve desistências de compra nem adiamento de entregas até o momento.
Durante teleconferência com analistas, o presidente ressaltou que não houve mudança no ritmo de negociações em aviação comercial e executiva. A empresa trabalha com gestão de custos e eficiência para enfrentar possíveis consequências futuras.
Panorama de vendas e encomendas
No início de 2026, a Embraer fechou um pedido de 46 jatos com a Finnair, fortalecendo linhas comerciais no curto prazo. Concorre com a Airbus, que fechou contrato com a AirAsia para 150 aeronaves, destacando a concorrência no segmento.
A Azul, cliente da Embraer, mantém recebimentos para 2026, mesmo após sinalizar possível redução de voos no ano. A companhia, que já diminuiu encomendas, deverá receber apenas quatro jatos da Embraer até dezembro.
Gomes Neto afirmou que a Embraer está bem posicionada, com a aeronave mais eficiente de pequeno porte. Ele destacou o crescente interesse por esse modelo, visto como uma aposta para o mercado atual.
Produção e perspectivas
O executivo disse que 2026 pode ter vendas de aviões comerciais inferiores a 2025, por ser um ano de comparação mais forte. Ainda assim, prometeu continuidade de bom desempenho ao longo do ano.
No primeiro trimestre, a Embraer aumentou entregas e melhorou o nível de produção conforme as cadeias se normalizam. Entre janeiro e março, foram entregues 44 jatos, 47% acima do mesmo período de 2025, sendo 29 executivos.
A maior parte das entregas, porém, ocorreu no segmento executivo. A área comercial registrou desempenho mais fraco, pressionada por questões de fornecimento e tarifas de importação dos EUA, com expectativa de normalização até 2027.
Resultados do primeiro trimestre
O lucro líquido ficou em R$ 145,4 milhões no 1T26, queda de 51,4% ante 1T25. A receita líquida subiu 18%, para R$ 7,5 bilhões, recorde para um 1T. O Ebitda ajustado saiu de R$ 749,4 milhões, alta de 18,8%.
O Ebit ajustado atingiu R$ 488,6 milhões, avanço de 36%. A margem Ebit ajustada ficou em 6,4%, frente 5,6% um ano antes. As ações reagiram com queda de cerca de 9% na manhã de sexta-feira.
Analistas do mercado observaram que parte do desempenho ficou aquém das projeções, especialmente no segmento de aviação executiva, cuja margem sofreu pressão por tarifas e mix de clientes.
Perspectivas e saldos
A Embraer mantém visão de melhoria gradual nas margens da divisão executiva nos próximos trimestres. A empresa aponta, ainda, evolução positiva na produção, com ganho de eficiência e regularização de fornecedores.
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