- O domaine du Closel, símbolo de Savennières, foi retomado por Ivan Massonnat, proprietário do domaine Belargus, em Anjou.
- O processo de recuperação judicial ocorreu desde julho de 2025; Massonnat venceu entre quatro propostas após avaliação pelo tribunal de Angers.
- Massonnat pretende manter a equipe e o espírito familiar do domaine, assegurando que o Closel permaneça associado às duas famílias herdeiras.
- Entre os planos, está dobrar o efetivo, encerrar a produção de vinhos fora da apelação Savennières e adotar abordagem parcelária nas cuvês, com vinhos de envelhecimento mais longo.
- Reações misturadas: Arnaud Bazin de Jessey critica a possível transformação do Closel em cru e teme a perda de independência, enquanto Massonnat oferece apoio do network Belargus para reconquistar o status do domaine.
O Domaine du Closel, símbolo de Savennières, encerrou uma fase turbulenta ao ser adquirido por Ivan Massonnat, titular do domaine Belargus, de Anjou. A operação acontece após meses de recuperação judicial que envolveu a família proprietária e terceiros interessados. O tribunal de Angers homologou a proposta vencedora, considerada mais estável financeiramente.
A decisão coloca fim à tentativa dos irmãos sucessores de manter o Closel sob controle da família. Em julho de 2025, o domínio entrou em recuperação, e a equipe técnica foi mantida como critério central para a escolha do novo investidor. Massonnat afirma que preserva o espírito do Closel e o nome da casa.
Segundo Massonnat, houve uma relação próxima com Evelyne de Pontbriand, última gestora do Closel. Ela presidiu a uso da apelação entre 2008 e 2016 e faleceu em 2024, o que acelerou os desdobramentos administrativos. O novo proprietário ressalta o compromisso com a continuidade da gestão local.
Massonnat pretende ampliar a equipe e interromper a produção de vinhos fora da AOC Savennières. O projeto prevê uma vinificação parcelar, longos envelhecimentos e maior foco nos terroirs de Savennières, mantendo apoio logístico e rede de Belargus para reposicionar o Closel.
A família Bazin de Jessey, que também compunha as candidaturas, expressou preocupação com o futuro do Closel. O pai de seus sucessores teme a fragmentação do domínio e vê riscos para o conceito de pequena produção independente que marcava a região.
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