- Compass realizou oferta pública de ações (IPO) na B3, movimentando R$ 3,2 bilhões com uma oferta secundária de ações.
- A Cosan levantou ao menos R$ 2 bilhões para readequar seu passivo; o total considerado inclui lote base, adicional e greenshoe, com potencial de chegar a R$ 2,4 bilhões.
- O IPO na B3 foi o primeiro em mais de quatro anos.
- Os recursos devem servir para reduzir a dívida do grupo; a Cosan teve aporte de capital de R$ 10,5 bilhões no ano anterior e ações da Rumo e da Cosan Dez contribuíram para ampliar a flexibilidade financeira.
- Além da Compass, o grupo avalia venda de participação na Rumo; o maior desafio é a Raízen, que passa por reestruturação extrajudicial com dívidas de cerca de R$ 65 bilhões e venda de operações na Argentina por até US$ 1,5 bilhão.
Com foco em reduzir o passivo, a Cosan acelera a calibração de sua dívida com o IPO da Compass. A operação, a primeira na B3 em mais de quatro anos, movimentou R$ 3,2 bilhões com oferta secundária de ações.
O processo teve lote-base de R$ 2,5 bilhões, mais R$ 325 milhões no adicional (hot issue) e R$ 375 milhões no lote suplementar (greenshoe). Segundo fontes próximas ao tema, a Cosan captou R$ 2,041 bilhões no total com base e adicional.
Ao considerar o lote base e o adicional, o valor captado pela Cosan pode chegar a R$ 2,4 bilhões dependendo da demanda por ações e da atuação do greenshoe.
O dinheiro deve ser usado para reduzir o passivo do grupo. No ano passado, a Cosan teve injeção de capital de R$ 10,5 bilhões, liderada pelo BTG Pactual, e expandiu a flexibilidade financeira com operações envolvendo Rumo e Cosan Dez, veículo da Compass.
No quarto trimestre, a Cosan registrou prejuízo líquido corporativo de R$ 5,8 bilhões, 38% menor que em igual período de 2024. No ano, o prejuízo foi de R$ 9,722 bilhões, 3% acima de 2024. A dívida líquida corporativa ficou em R$ 9,760 bilhões no fim de 2025, queda de 58% frente a 2024.
Além do IPO da Compass, o grupo avalia outras estratégias, incluindo a possível venda da participação na Rumo. O maior desafio agora envolve a Raízen, parceira da Shell, que passa por reestruturação extrajudicial. A Raízen tem dívidas estimadas em R$ 65 bilhões.
A empresa já vendeu várias usinas e está perto de concluir a venda de operações na Argentina, por até US$ 1,5 bilhão. A operação brasileira envolve cerca de 900 postos com a bandeira Shell, conforme apuração de mercado.
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