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Desigualdade de renda aumenta no Brasil em 2025, aponta IBGE

Desigualdade volta a subir em 2025, com renda do 10% mais rico em alta de 8,7% e do 10% mais pobre em 3,1%, aponta o IBGE

Imposto de renda, altruísmo e desigualdade no Brasil — Foto: Wylly Suhendra/Unsplash
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  • A desigualdade de renda voltou a subir no Brasil em 2025, puxada pela renda mais alta, segundo a PNAD Contínua Rendimento de todas as fontes 2025 do IBGE.
  • O grupo dos 10% mais ricos teve alta de 8,7% na renda em 2025 ante 2024, enquanto os 10% mais pobres tiveram aumento de 3,1%. Os valores médios foram de R$ 268 (ricos) e R$ 9.117 (pobres).
  • Entre os 1% mais ricos, o rendimento médio per capita chegou a R$ 24.973, nearly 10% acima de 2024.
  • Em 2025 houve recordes em várias métricas: rendimento médio mensal de todas as fontes (R$ 3.367) e de todos os trabalhos (R$ 3.560); renda domiciliar per capita (R$ 2.264) e massa de rendimentos de trabalho (R$ 361,7 bilhões).
  • O índice de Gini subiu: rendimento domiciliar per capita de 0,511 (2025) vs 0,504 (2024); a desigualdade de renda do trabalho ficou em 0,491. A massa de rendimentos dos 10% mais ricos foi 13,8 vezes a dos 40% mais pobres.

Desigualdade de renda volta a subir no Brasil em 2025, aponta IBGE.

A PNAD Contínua Rendimento de todas as fontes 2025 mostra avanço da desigualdade, puxado pelo ganho maior entre os mais ricos do que entre os mais pobres. O efeito difere do observado antes da pandemia, quando houve redução da disparidade.

O grupo dos 10% mais ricos teve elevação de 8,7% na renda média em 2025, frente a 2024. Entre os 10% mais pobres, o aumento foi de 3,1%. Em 2025, as rendas médias de todas as fontes ficaram em R$ 268 (10%) e R$ 9.117 (10%).

Renda entre os mais ricos impulsiona o aumento

Entre os 1% mais ricos, o rendimento médio per capita atingiu R$ 24.973 em 2025, quase 10% acima de 2024. O crescimento ocorreu mesmo diante de recordes históricos em várias métricas da pesquisa, iniciada em 2012.

A expansão da renda de mercado acompanha a alta do aluguel e de aplicações financeiras, que beneficiam sobretudo os estratos mais ricos. O pesquisador do IBGE Gustavo Fontes aponta que o mercado de trabalho aquecido impulsiona a renda do trabalho, mas há efeitos adicionais de renda de outras fontes.

Distribuição de renda e programas sociais

A renda proveniente de programas sociais manteve certa estabilidade. O rendimento domiciliar per capita em domicílios que recebem Bolsa Família foi de R$ 774 em 2025, alta de 2,8%. Esse valor representa menos de 30% do rendimento médio daqueles que não recebem o benefício.

O índice de Gini do rendimento domiciliar per capita passou de 0,504 em 2024 para 0,511 em 2025, still acima de 2019, quando era 0,506. O indicador de renda do trabalho também subiu, de 0,487 para 0,491 no período.

Desempenho agregado e concentração

A massa de rendimentos dos 10% mais ricos equivalia a 13,8 vezes a dos 40% mais pobres em 2025, frente a 13,2 em 2024. Ainda assim, essa relação está entre as mais moderadas da série histórica iniciada em 2012.

Em 2024, a fatia dos 1% mais ricos correspondia a 37,7 vezes a dos 40% mais pobres; em 2025, a relação caiu para patamar próximo de 13,8 vezes, evidenciando dinâmica de concentração que persiste, mesmo com melhoria de alguns extremos.

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