- A emissão global de títulos deve chegar a 10,8 trilhões de dólares neste início de ano, com alta de cerca de 4,4% e recorde histórico, segundo a agência S&P.
- Nos Estados Unidos, a emissão de dívida com grau de investimento está em ritmo recorde, com expectativa de dívida corporativa acima de 1,75 trilhão de dólares e déficit público estimado em 1,9 trilhão em 2026.
- O Instituto de Finanças Internacional (IIF) aponta Estados Unidos e China como principais motores do aumento de endividamento global no começo de 2026.
- Investimentos em tecnologia e IA estão impulsionando as emissões, com destaque para as grandes empresas de computação em nuvem que emitiram dezenas de bilhões de dólares em março.
- Analistas projetam continuidade do ritmo em 2026, com emissão de tecnologia entre 700 e 725 bilhões de dólares e perspectiva de crescimento de até 4,5 trilhões de dólares nos próximos cinco anos.
El mercado global de bonos aponta para um recorde de 10,8 trilhões de dólares em novo endividamento neste ano, segundo sinalizações de agências de rating e tomadores de risco. A incerteza geopolítica persiste, mas a liquidez se mantém robusta.
A emissão de dívida de grado de investimento nos EUA vive o começo de ano mais intenso já registrado. Analistas apontam forte liquidez residual e demanda estável como fatores determinantes, apesar do ambiente de juros elevados.
Impulso da IA e fôlego fiscal
Investimentos relacionados à implementação da inteligência artificial elevam as necessidades de financiamento de empresas e governos, conforme bancos e gestores. O saldo entre gasto público e investimento privado sustenta o ritmo de captação.
A previsão de global de emissão de bônus é de alta de 4,4%, atingindo 10,8 trilhões de dólares, sugere a S&P. O cenário difere do período pandêmico, com janelas de financiamento mais amplas e maior volatilidade.
EUA, China e padrões de dívida
O IIF aponta EUA e China como motores da dívida global no início de 2026. Nos EUA, o aumento decorre do déficit público; na China, da atividade de empresas não financeiras. O indicador indica tendência de subida da dívida sobre o PIB.
Analistas da UBS ressaltam que as Berkshire de liquidez ajudam a suportar o mercado. Em 2026, a emissão bruta de dívida corporativa de alta qualidade pode superar 1,65 trilhão de dólares, com perspectiva de novo recorde.
Estruturação de vencimentos e diversificação
Dados da S&P mostram maior uso de vencimentos longos pela tecnologia, com emissões acima de 15 anos. Alphabet lidera operações com títulos de até 100 anos, e há diversificação de moedas para ampliar base de investidores institucionais.
Analistas do Citi destacam que, frente à demanda por renda estável, empresas tecnológicas recorrem a prazos mais longos e a moedas diferentes do dólar, buscando atrair seguradoras e investidores de longo prazo.
Perspectivas e limites
Especialistas avaliam que o colchão de liquidez atual pode sustentar o ritmo, mesmo com o aperto monetário e redução de balanços dos bancos centrais. Fatores geopolíticos e inflação ainda podem alterar o cenário nos próximos meses.
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