- Morreu aos 80 anos o economista Francisco Lopes, conhecido como Chico Lopes, ex-presidente do Banco Central, internado no Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro, desde 14 de abril.
- Formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com pós-graduação na Fundação Getulio Vargas e doutorado na Universidade de Harvard, foi professor da PUC-RJ.
- Participe pivotal nos planos econômicos: contribuiu para o Plano Cruzado (1986) e o Plano Bresser (1987), além de assessorar de forma informal a equipe do Plano Real (1994).
- No Banco Central, destacou-se como um dos diretores mais influentes nos anos noventa; ajudou a criar o Comitê de Política Monetária (Copom) e lidou com crises cambiais na gestão entre janeiro e fevereiro de 1999.
- Em 2013, em entrevista, admitiu que poderia ter calculado melhor os riscos se pudesse voltar ao passado; o Banco Central ressaltou seu legado na defesa da inflação brasileira dos anos oitenta e noventa.
Nesta sexta-feira (8), morreu aos 80 anos o economista Francisco Lopes, conhecido como Chico Lopes, ex-presidente do Banco Central. Ele estava internado no Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro, desde o dia 14 do mês anterior. Filho de Lucas Lopes, ministro da Fazenda durante o governo de Juscelino Kubitschek, Chico Lopes teve atuação marcante na política monetária brasileira.
Formado pela UFRJ, com pós-graduação na FGV e doutorado em Harvard, ele foi professor da PUC-RJ e atuou como assessor de João Sayad no governo de José Sarney. Lopes foi fundamental na elaboração do Plano Cruzado, em 1986, e contribuiu para o Plano Bresser, em 1987. Posteriormente, apoiou informalmente a equipe que consolidou o Plano Real, em 1994.
Copom e gestão monetária
Durante os anos 1990, Lopes integrou a diretoria do Banco Central e ajudou a criar o Comitê de Política Monetária (Copom), instrumento central para o controle de juros. Sua passagem pela presidência, de janeiro a fevereiro de 1999, coincidiu com crises cambiais e decisões polêmicas que geraram debates sobre reservas internacionais.
Legado intelectual
Em 2013, em entrevista à IstoÉ Dinheiro, ele avaliou a trajetória com críticas a alguns ajustes. O Banco Central em nota destacou que Francisco Lopes dedicou décadas ao combate da inflação crônica dos anos 1980 e 1990, lembrando a ousadia intelectual e o serviço público como marcas de sua carreira. A instituição reforçou o impacto de suas contribuições na estabilidade macroeconômica do país.
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