- Em 2025, os FIDCs acumularam patrimônio líquido acima de R$ 800 bilhões, alta de 22,5% em relação a 2024, com captações primárias próximas de R$ 90,8 bilhões.
- O número de investidores em fundos desse tipo cresceu 25% no ano, passando de cerca de 330 mil participantes.
- Debêntures e certificados de recebíveis somaram cerca de R$ 500 bilhões em emissões; investidores institucionais passaram a responder por mais de 40% do volume total de novas emissões.
- A Gestora Intra, liderada por Valdir Piran Jr., originou e liquidou mais de R$ 20 bilhões em operações estruturadas desde 2020, destacando tecnologia, governança e análise de risco.
- A projeção para 2026 aponta continuidade da expansão, com maior participação do mercado de capitais no financiamento corporativo e maior demanda por crédito fora do sistema bancário tradicional.
O mercado de crédito estruturado ganhou relevância no Brasil em 2025, com os FIDCs se firmando como alternativa ao financiamento bancário. Empresas buscaram soluções mais ágeis e flexíveis por meio do mercado de capitais e de gestoras independentes.
Os FIDCs atingiram patrimônio líquido superior a R$ 800 bilhões, alta de 22,5% frente a 2024. O mercado de capitais movimentou R$ 1,4 trilhão em ofertas, com os FIDCs respondendo por cerca de R$ 90,8 bilhões em captações primárias. O número de investidores nesses fundos subiu 25%, para mais de 330 mil.
Expansão do crédito privado e participação institucional
Debêntures e certificados de recebíveis chegaram a cerca de R$ 500 bilhões em emissões em 2025, ampliando as fontes de financiamento para as empresas. Investidores institucionais passaram a responder por mais de 40% do volume de novas emissões.
Valdir Piran Jr., presidente da Gestora Intra, afirma que o crédito estruturado atende a demanda por agilidade e controle de riscos. A ferramenta permite soluções rápidas e seguras, conforme o executivo.
A atuação da Gestora Intra
A Intra originou e liquidou mais de R$ 20 bilhões em operações estruturadas desde 2020. Segundo Piran Jr., a combinação de tecnologia, governança e análise de risco é o diferencial competitivo do setor.
O grupo ressalta que o foco é garantir retorno alinhado à sustentabilidade de longo prazo, avaliando cada empresa de forma individual e ajustando as soluções de crédito à sua realidade.
Perspectivas para 2026
O setor projeta continuidade da expansão em 2026, com maior demanda por crédito fora do sistema bancário tradicional e participação mais expressiva do mercado de capitais no financiamento corporativo. O cenário aponta para maior consolidação dos FIDCs e do crédito estruturado.
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