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Apple seleciona Intel para fabricar a próxima geração de chips do MacBook Neo

Apple e Intel fecham acordo preliminar para fabricar parte dos chips do MacBook Neo, sinalizando diversificação de fornecedores

Créditos: Gemini
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  • Apple e a Intel teriam fechado um acordo preliminar para a Intel fabricar parte dos chips usados no MacBook Neo, conforme apuração do The Wall Street Journal e outros veículos internacionais.
  • O acordo não implica retorno dos processadores x86 aos Macs; a Intel atuaria apenas como fabricante dos chips desenhados pela Apple, semelhante ao papel atual da TSMC.
  • As negociações com a Samsung também estão em andamento para produção de processadores nos Estados Unidos, em estágio inicial, sem pedidos formais.
  • O governo dos Estados Unidos tem envolvimento direto, com reuniões entre a cúpula da Apple e autoridades, e a presença de participação acionária da Intel no país.
  • Detalhes sobre quais linhas de produto receberiam os chips da Intel não foram divulgados; a Apple ainda depende da TSMC para a maioria de seus processadores.

Apple fechou um acordo preliminar com a Intel para a fabricação de parte dos chips usados nos próximos MacBooks, segundo apuração de veículos internacionais. A negociação envolve a produção de chips desenhados pela Apple, marcado como um passo de diversificação na cadeia de suprimentos.

As conversas tiveram início há mais de um ano e os termos formais teriam passado por etapas finais nos meses recentes. Nem a Apple nem a Intel confirmaram publicamente o acordo até o momento. O anúncio não especifica quais linhas de produtos estarão incluídas.

A Apple mantém hoje a produção de seus processadores em parceria com a TSMC, em Taiwan, para iPhones, iPads e Macs. Em tese, a Intel atuaria apenas como fabricante dos chips desenhados pela Apple, sem reverter o uso de x86 nos Macs.

Parcerias e contexto nos EUA

Além da Intel, a Apple também manteve diálogos com a Samsung sobre fabricação de processadores nos Estados Unidos, ainda em estágio inicial, segundo a Reuters. O objetivo é ampliar a capacidade de produção no país diante da demanda por IA e de chips avançados.

A diversificação ocorre em meio à pressão sobre a capacidade de nós da TSMC, que atende a alta demanda de IA. A Apple já sinalizou que o fornecimento de Mac Studio e Mac mini pode levar meses para normalizar.

Papel do governo e perspectivas futuras

O governo dos Estados Unidos participou ativamente das tratativas. O secretário de Comércio esteve com a direção da Apple nos últimos 12 meses para sensibilizar a empresa a retomar a produção com a Intel. O governo também tem apoiado a Intel com participação acionária.

Analistas apontam que a parceria pode se estender a CPUs para Macs de entrada e, futuramente, a chips de dispositivos como o iPhone, com start previstos para 2027 a 2028. A assinatura de confidencialidade visa avaliar o kit de processo do nó 18A-P da Intel.

Linha do tempo e contexto da Intel

A Intel tem passado por mudanças de gestão sob Lip-Bu Tan, nomeado CEO em 2025. Além do acordo com a Apple, a empresa firmou acordos relevantes, incluindo suporte a projetos da SpaceX, Tesla e xAI, e expandiu parcerias em outras frentes de mercado.

Fontes do setor indicam que o acordo com a Apple ainda depende de confirmação oficial. As empresas não comentaram publicamente o negócio até o fechamento desta matéria.

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