- A JHSF mira levar seu valor de mercado de aproximadamente R$ 8,3 bilhões para entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões, via stronger renda recorrente e expansão internacional.
- No primeiro trimestre, a empresa registrou lucro líquido de R$ 371,6 milhões, receita de R$ 537,7 milhões e EBITDA ajustado de R$ 250,6 milhões, todos recordes para o período.
- O CEO Augusto Martins prevê geração de caixa de quase R$ 2 bilhões vindos da renda recorrente, com múltiplos de até 15 a 20 vezes, para sustentar o novo patamar de valuation.
- Entre as entregas previstas estão shopping Boa Vista Village, expansão do Cidade Jardim, três hangares no Catarina Aeroporto, Usina São Paulo e novas unidades JHSF Residence, além de estreia na Sardenha, Itália.
- O mercado reagiu parcialmente aos planos: as ações fecharam em R$ 12,11, queda de 4,50%, com posição de caixa de R$ 1,8 bilhão no fim do trimestre e alavancagem de 0,97 vez.
A JHSF traça rota para alcançar R$ 40 bilhões em valor de mercado no médio e longo prazo. A companhia, hoje avaliada em cerca de R$ 8,3 bilhões, amplia o foco em renda recorrente e internacionalização para sustentar o crescimento.
No primeiro trimestre, a empresa registrou lucro líquido de R$ 371,6 milhões, com receita de R$ 537,7 milhões. Esse foi o melhor resultado para o período na história da JHSF, impulsionado pela estratégia de renda recorrente.
Aumentar a participação de renda recorrente é a opção central para a expansão. A empresa prevê entregas como novos shoppings, hangares e unidades residenciais, com parte das operações no exterior.
Entre as entregas previstas para este ano estão o shopping do Boa Vista Village, a expansão do Cidade Jardim e a inauguração de três hangares no Catarina Aeroporto. Também haverá a conclusão da Usina São Paulo, com restaurantes e escritórios no Rio Pinheiros.
Nos próximos anos, a carteira de projetos inclui o shopping na Faria Lima, nove hotéis, 11 restaurantes e novas fases de aeroportos, além de ampliações na JHSF Residence, com 56 unidades em obras e planos de novos clubes.
A internacionalização figura de forma relevante no plano de chegar a até R$ 40 bilhões. A JHSF fechou o início de 2024 com três aquisições: Palazzo Taverna Medici del Vascello, Milão; Enjoy Punta del Este, no Uruguai; e a Embassair, em Miami.
A estratégia internacional acompanha a expansão no Brasil, com atuação no Uruguai, Itália e Estados Unidos, além da presença Brasil afora. O objetivo é atender um público de alta renda global, mantendo o Brasil como base de operações.
O CEO Augusto Martins afirma que a geração de caixa prevista com renda recorrente pode chegar a quase R$ 2 bilhões, o que, com múltiplos de 15 a 20 vezes, elevam o valuation entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões no médio e longo prazo.
No curto prazo, a empresa mantém robustez financeira. O caixa líquido somou R$ 1,8 bilhão no trimestre, ainda que abaixo dos R$ 2,3 bilhões de fim de 2025, e a alavancagem ficou em 0,97 vez.
A estrutura de capital da JHSF permanece sólida, com mais de R$ 18 bilhões em ativos e patrimônio de R$ 7,5 bilhões, segundo o balanço divulgado. As ações fecharam o dia, 7 de maio, em queda de 4,50%, a R$ 12,11, após valorização acumulada de 54,4% no ano.
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