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Mercado é feito de ondas; empresário precisa aprender a surfar

Consolidação no setor de saúde elevou compras a múltiplos de até 7x EBITDA, enquanto grupos familiares sem planejamento enfrentam margens menores e dificuldade de venda

Foto: Bilionário Richard Branson praticando kitesurf
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  • O texto ressalta que antecipar tendências e cenários dá vantagem aos empresários, que devem permanecer conectados ao mercado para ser estratégicos.
  • Entre 2019 e 2021, o setor de saúde no Brasil passou por uma forte consolidação, com hospitais sendo adquiridos por grandes grupos como Dasa, Rede D’or e United Health (Amil).
  • Os ativos foram precificados a múltiplos acima de quinze vezes o EBITDA, um patamar agressivo para avaliação de empresas.
  • Grupos familiares sem governança ou planejamento de sucessão enfrentam margens menores e competição de consolidadores, ao tentar vender seus negócios de saúde.
  • Ao vender, esses ativos podem encontrar múltiplos de até sete vezes o EBITDA, após descontar dívidas; o texto recomenda assesso profissional e diálogo constante com o mercado para surfar as próximas ondas.

A consolidação do setor de saúde no Brasil entre 2019 e 2021 mostrou mudança de ritmo e peso das aquisições. Grandes grupos passaram a expandir portfólios por meio de compras estratégicas, diante de condições de crédito favoráveis. O movimento impactou hospitais em todo o país.

Entre os principais players, empresas como Dasa, Rede D’Or e UnitedHealth (Amil) ampliaram sua atuação com aquisições. Embora os negócios recebessem múltiplos elevados, superiores a 15 vezes o EBITDA, as operações foram estruturadas para ganho de escala e sinergias.

Para famílias empresarias, o cenário variou. Grupos com governança centralizada e planos de sucessão pouco claros enfrentaram dificuldades, com margens reduzidas. Quando houve venda, os múltiplos caíram para cerca de 7 vezes o EBITDA, ainda acima de dívidas contraídas na defesa da posição no mercado.

Contexto: ondas de mercado e perspectivas futuras

Analistas destacam que quem antecipa tendências e se mantém próximo ao mercado consegue surfar melhor as ondas. O comportamento do crédito, a regulação de pagamentos e a pressão competitiva devem moldar movimentos setoriais nos próximos anos.

Especialistas recomendam acompanhante próximo do mercado e planejamento estratégico constante. A leitura de cenários, riscos e oportunidades ajuda empresas a ajustar estratégias antes de novas ondas atingirem setores sensíveis.

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