- A produção de veículos caiu nove vírgula cinco por cento em abril ante março, para 238,5 mil unidades.
- As vendas recuaram sete vírgula oito por cento, totalizando 248,3 mil unidades.
- Na comparação com abril do ano passado, produção subiu dois vírgula quatro por cento e os emplacamentos avançaram dezenove por cento.
- No acumulado de janeiro a abril, a produção aumentou quatro vírgent e nove por cento, somando 872,6 mil veículos; os licenciamentos chegaram a 873,5 mil, alta de quatorze vírgula nove por cento.
- A Anfavea pode revisar as projeções para o ano; expectativa inicial prevê crescimento de dois vírgula sete por cento nas vendas e três vírgula sete por cento na produção.
A indústria automotiva brasileira teve queda de 9,5% na produção em abril ante março, totalizando 238,5 mil veículos leves, comerciais, caminhões e ônibus. As vendas caíram 7,8%, para 248,3 mil unidades, conforme dados da Anfavea.
Na comparação com abril do ano passado, produção avançou 2,4% e emplacamentos cresceram 19%. No acumulado de janeiro a abril, a produção teve alta de 4,9% frente ao mesmo período de 2025, chegando a 872,6 mil veículos.
Licenciamentos nos quatro primeiros meses chegaram a 873,5 mil unidades, aumento de 14,9% na mesma base de comparação. O presidente da Anfavea, Igor Calvet, disse que o mercado tem apresentado desempenho melhor que o esperado e pode levar a revisões de projeção.
Projeções e cenários
Calvet destacou que as vendas de veículos novos devem crescer 2,7% neste ano, para 2,76 milhões de unidades, com leve avanço de 2,8% para os leves e queda de 0,5% para os pesados. A produção é estimada em 2,74 milhões, alta de 3,7%.
O debate sobre a mistura de etanol na gasolina, de 30% para 32%, foi tema de reunião. A Anfavea defende que testes técnicos precedam qualquer alteração, para evitar impactos em motores e sensores. O governo monitora o tema.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, sinalizou interesse em decisão ainda neste semestre. A medida pode reduzir importações de gasolina, diante de pressões de preços globais e da guerra no Oriente Médio. Em 2025, o Brasil importou 3,5 bilhões de litros.
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