- Em 2025, 22,7% dos domicílios tinham renda de programas sociais, totalizando 18 milhões de lares, 0,9 ponto percentual abaixo de 2024.
- O total de domicílios beneficiados cresceu 5,5 milhões desde 2019, mesmo com queda nos últimos dois anos.
- O valor médio recebido pelos programas foi de R$ 870 em 2025, ante R$ 875 em 2024, com aumento de 71,3% desde 2019.
- A participação por habitante caiu de 3,8% para 3,5%, sendo mais alta no Nordeste (8,8%) e no Norte (7,5%).
- Bolsa Família segue liderando a distribuição: 17,2% dos domicílios possuem esse benefício, abaixo de 2023 e 2024.
Programas sociais integraram a renda de 22,7% dos domicílios em 2025, segundo o IBGE, representando cerca de 18 milhões de lares. O dado, compilado pela PNAD Contínua, aponta menor participação que em 2024 (23,6%).
A queda de 0,9 ponto percentual no conjunto de rendimentos de todas as fontes decorre da redução na participação de benefícios. Em 2022, a proporção chegou a 20,7%, o menor nível anterior ao recuo observado recentemente.
O total de lares beneficiados cresceu 4,8 pontos percentuais desde 2019, ainda que tenha havido recuos nos dois últimos anos. Em 2025, o tamanho relativo dos domicílios com renda de programas sociais ficou 5,5 milhões acima de 2019.
Perspectiva por programas e regiões
Gustavo Geaquinto Fontes, analista da PNAD, diz que o recuo recente é modesto frente ao patamar pré-pandemia, quando houve alta por causa do auxílio emergencial. Ele ressalta que 2020–2021 foram períodos atípicos.
O valor médio por benefício foi de R$ 870 em 2025, queda de R$ 5 ante 2024. Em comparação a 2019, quando a média era de R$ 508, o ganho real dos rendimentos de programas sociais avançou 71,3%.
A participação na renda por habitante caiu de 3,8% para 3,5%. O IBGE aponta que a queda decorre da estabilidade do valor médio por benefício e do número de beneficiários.
Distribuição por programa
Entre 2025, o Bolsa Família respondeu por 17,2% dos domicílios beneficiados, embora tenha recuado ante 2023 (18,9%) e 2024 (18,6%). Mesmo com a queda, o programa segue como principal fonte de renda assistida.
Além do Bolsa Família, o BPC/Loas elevou sua participação de 5% para 5,3% entre 2024 e 2025, e a parcela de quem recebe outros auxílios subiu de 2,1% para 2,4%.
Impacto sobre renda familiar
A renda média por habitante entre lares com algum benefício subiu 3,26% em 2025, para R$ 886. Em contraste, lares sem benefício registraram alta de 6,41%, evidenciando ganhos mais fortes no grupo não assistido.
Entre na conversa da comunidade