- Rendimento médio real domiciliar per capita no Brasil ficou em 2.264 reais em 2025, alta de 6,9% vs. 2024.
- Houve melhoria em todas as faixas de renda, mas a desigualdade subiu levemente, com o índice de Gini em 0,511.
- Os 10% mais ricos tiveram ganho de 8,7%, para 9.117 reais por pessoa; os 1% mais ricos chegaram a 24.973 reais.
- O total de brasileiros com algum tipo de renda chegou a 143 milhões em 2025, correspondente a 67,2% da população.
- A participação de programas sociais no rendimento caiu para 3,5%; houve queda no Bolsa Família entre os domicílios beneficiados.
O rendimento mensal real domiciliar per capita no Brasil atingiu um recorde de R$ 2.264 em 2025, alta de 6,9% em relação a 2024. Houve melhora em todas as faixas de renda, mas a desigualdade subiu levemente após recuar ao piso histórico em 2024. O mercado de trabalho aquecido e juros altos contribuíram para ganhos acima da média entre os mais ricos.
A PNAD Contínua divulgada pelo IBGE aponta que o conjunto de brasileiros com alguma renda atingiu 143 milhões de pessoas em 2025, um recorde. Entre os 10% mais pobres, a renda média real subiu 3,1%, mas ficou em R$ 268 mensais. Já os 10% mais ricos tiveram alta de 8,7%, para R$ 9.117 por pessoa da família.
Desigualdade ainda concentrada
O índice de Gini do rendimento médio domiciliar per capita subiu de 0,504 em 2024 para 0,511 em 2025, ainda abaixo do nível de 2019 (0,543). Os 10% mais ricos concentravam 40,3% da renda total, enquanto os 40% mais pobres recebiam 13,8 vezes menos do que os 10% mais ricos.
A massa de rendimento domiciliar per capita alcançou R$ 481,389 bilhões em 2025, alta de 7,3% frente a 2024. A participação de programas sociais no rendimento caiu de 3,8% para 3,5% no período.
A população com algum rendimento atingiu 143 milhões, correspondente a 67,2% da população. O Bolsa Família teve queda na porção de domicílios com beneficiário, de 18,6% para 17,2%.
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