- Investigação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) revelou prejuízo superior a R$ 6 milhões em uma cerealista no Noroeste do Rio Grande do Sul, durante a Operação Romaneio.
- O crime consistia na falsificação de documentos de entrega de grãos, com a empresa identificando divergências no sistema de controle interno e acionando as autoridades.
- O grupo reutilizava pesagens legítimas, gerando créditos para entregas inexistentes que eram faturadas pelos envolvidos, com supostos clientes da organização.
- A ação ocorreu em cidades como Soledade e Palmeira das Missões, resultando na apreensão de bens de alto valor e dinheiro vivo, com sequestro autorizado pela Justiça.
- Até o momento, onze suspeitos foram detidos e a investigação segue para apurar o alcance total do faturamento ilícito.
Uma investigação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) revelou um rombo superior a R$ 6 milhões em uma cerealista do Noroeste do Rio Grande do Sul. O crime envolvia falsificação de documentos de entrega de grãos, apurado na Operação Romaneio.
A empresa acionou as autoridades após identificar inconsistências no controle interno. O esquema utilizava a reutilização indevida de pesagens legítimas, sem nova carga física, para gerar créditos em entregas inexistentes.
O delegado Ricardo Drum Rodrigues explica que o grupo manipulava dados para favorecer clientes fictícios vinculados à organização. A ação ocorreu em Soledade e Palmeira das Missões, com apreensão de bens de alto valor e dinheiro vivo.
A Justiça autorizou o sequestro de ativos para garantir o ressarcimento parcial dos danos. Ao todo, 11 suspeitos foram detidos até o momento, e as investigações devem esclarecer o alcance do faturamento ilícito.
O caso evidencia vulnerabilidades em sistemas logísticos do agronegócio diante de fraudes internas. O setor de segurança corporativa das empresas agrícolas é orientado a reforçar auditorias em pesagens.
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