- O vice‑presidente da Keeta, Danilo Mansano, afirma que o delivery de comida no Brasil pode dobrar em dois anos, tornando o país o quarto maior mercado global.
- A Keeta chegou ao Brasil em 2025 como braço internacional da Meituan e já opera com mais de 1.000 funcionários no país, visando ampliar a base de usuários de 50 milhões para 120 milhões de brasileiros que pedem pelo menos uma vez ao mês.
- A frequência de pedidos no Brasil hoje é de cerca de três por mês; a empresa aponta três caminhos: ampliar o número de usuários, aumentar a frequência e melhorar a ativação.
- A Keeta denunciou o Cade por prática anticompetitiva; o Cade abriu inquérito em abril de 2026 e a empresa interrompeu a expansão no Rio de Janeiro após encontrar alta exclusividade, acima de cinquenta por cento.
- Além do Brasil, a Keeta atua em sete países (cinco no Oriente Médio, Hong Kong e China), investiu cerca de R$ cinco bilhões e utiliza IA, drones e outros recursos tecnológicos para fortalecer a operação.
O delivery de comida no Brasil pode dobrar de tamanho nos próximos dois anos, segundo Danilo Mansano, vice-presidente da Keeta. A empresa, que chegou ao Brasil em 2025 como braço internacional da Meituan, vê o país, hoje em quinto lugar no ranking global, ganhando uma posição até a quarta.
Mansano afirma que a Keeta opera em parceria com a Meituan, maior serviço de delivery do mundo, que recebe entre 80 milhões e 100 milhões de pedidos diários globalmente. No Brasil, 50 milhões de pessoas já fazem ao menos um pedido por mês, com a meta de chegar a 120 milhões.
A companhia destaca que a frequência de pedidos ainda é baixa, com uma média de 3 por mês, e aponta como alvos o aumento de usuários, a elevação da frequência e a melhoria na ativação de clientes. A entrega é prometida em média em 31 minutos, com políticas de recompensas caso esse prazo não seja cumprido.
Desafios regulatórios e atuação no Brasil
A Keeta apresentou denúncia ao Cade por práticas anticompetitivas, que abriu inquérito administrativo em abril de 2026. A empresa aponta dificuldades de acesso de restaurantes às plataformas rivais, especialmente diante de contratos com exclusividade.
Em levantamento interno, a Keeta indicou que mais de 50% das redes com pelo menos cinco lojas no Brasil tinham algum tipo de exclusividade com plataformas, margem bem superior aos 8% a 10% projetados pela empresa. Por isso, decidiu interromper a expansão em cidades como o Rio de Janeiro até que haja evolução regulatória.
A operadora afirma manter o compromisso de investimento informado na vinda ao Brasil, estimado em R$ 5,6 bilhões. O planejamento acompanha ajustes diante do ambiente regulatório e da avaliação de mercado brasileiro, incluindo a atuação em mais de 1.000 funcionários locais.
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