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Queda de caixa de companhias aéreas no Brasil pressiona aviação regional

Guerra eleva custo do combustível; Latam antecipa barril a US$ 170 e ajustes na malha, com impacto maior na aviação regional

Torre de controle no aeroporto de Congonhas
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  • A guerra no Oriente Médio elevou o preço do petróleo, levando a Latam a projetar US$ 170 por barril no segundo trimestre de dois mil e vinte e seis.
  • A empresa revisou suas projeções de resultados, com a faixa de EBITDA para o ano caindo de US$ 4,2–4,6 bilhões para US$ 3,8–4,2 bilhões.
  • A Latam também reduziu o ritmo de crescimento previsto da sua capacidade doméstica, apontando alta de 8% em junho de dois mil e vinte e seis, frente a expectativa anterior.
  • A Abear aponta queda de 3,3% no total de voos domésticos previstos para maio, com redução de voos diários de 2.193 para 2.121 entre abril e maio.
  • A Abear diz que não há risco imediato de desabastecimento de combustível no Brasil, já que a maior parte do querosene de aviação é produzida domesticamente; porém, o custo elevado pode frear a demanda e exigir ajustes na malha aérea.

O setor aéreo brasileiro enfrenta impactos da escalada de conflitos no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo. Companhias do país já antecipam prejuízos e ajustam a malha para conter câmbio de custos. O fenômeno pode pressionar a aviação regional nos próximos meses.

A Abear, que reúne Gol, Azul e Latam, estima que o custo com combustível deve pressionar receitas. A associação cita que a maior parte do querosene de aviação no Brasil é produzida localmente, o que reduz riscos de desabastecimento imediato, mas não elimina o efeito financeiro.

Em levantamento com dados da Anac, a Abear mostra queda de 3,3% na projeção de voos domésticos para maio. Em 2 de abril, eram previstos 2.193 voos diários; em 6 de maio, caíram para 2.121. O total de voos do mês já indicava redução de 2.225 em relação ao planejamento inicial.

Perspectivas da Latam

A Latam aponta impacto de US$ 40 milhões no primeiro trimestre por conta do petróleo mais caro. A empresa revisou projeções de preço do barril, passando de US$ 90 para US$ 170 no segundo e terceiro trimestres de 2026; fim de ano em US$ 150.

A carteira de resultados também foi reajustada: o EBITDA projetado passou de US$ 4,2–4,6 bilhões para US$ 3,8–4,2 bilhões em 2026. A Latam prevê crescimento de 8% na capacidade doméstica em junho de 2026 versus junho de 2025, com redução de 3% no ritmo inicial.

A companhia confirmou que a maior parte do abastecimento não apresenta risco imediato de desabastecimento de QAV, segundo o CEO, Jerome Cardier. A avaliação considera o cenário atual de disponibilidade de combustível, que pode mudar conforme evoluam as próximas semanas.

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