- No primeiro trimestre de 2026, a AMD alcançou receita total de US$ 10,3 bilhões; o Data Center somou US$ 5,8 bilhões, alta de 57% na comparação anual, respondendo por 56% da receita total.
- O aumento do Data Center ocorreu principalmente pela linha Genoa (Zen 4, fabricada em 5 nm pela TSMC), com crescimento de unidades em meio à retirada de parte da capacidade de 4 nm e 5 nm por Qualcomm e MediaTek.
- Loira de memória impacta smartphones: DRAM representa cerca de 35% do BOM de smartphones de entrada e NAND entra com ~19%, elevando o custo total do aparelho; a demanda por DRAM pode subir nos próximos anos.
- Lisa Su afirmou que o crescimento foi impulsionado por unidades, não por preço; Turin (Zen 5, 4 nm) já responde por mais de 50% da receita do segmento de servidor, com Venice em 2 nm previsto para o segundo semestre.
- A AMD superou a Intel em receita de Data Center no primeiro trimestre; a empresa projeta US$ 11,2 bilhões para o segundo trimestre, com expectativa de crescimento seqüencial no servidor.
AAMD divulgou que lucrou com a queda de vendas globais de smartphones, reagindo rapidamente ao cenário. O primeiro trimestre de 2026 registrou alta expressiva no Data Center, impulsionada pelas linhas Genoa, baseadas em Zen 4 e fabricadas em 5 nm pela TSMC.
No balanço, a receita do segmento Data Center subiu 57% na comparação anual, para US$ 5,8 bilhões. A CEO Lisa Su apontou que o crescimento veio principalmente do Genoa, com ganhos relacionados à eficiência de wafer. O movimento ocorre após Qualcomm e MediaTek reduzirem demanda na TSMC.
A indústria de chips vive a chamada “eficiência da cadeia de suprimentos”: com menos pedidos em 4 nm e 5 nm, a TSMC realoca capacidade para 3 nm e acelera planos para 2 nm. Essa redistribuição favorece a AMD, que utiliza chiplets de núcleo em 5 nm com I/O Die em processo separado.
Fatores de custo impactam smartphones e o impacto na AMD
A pressão sobre fabricantes de smartphones vem da memória. A DRAM representa cerca de 35% do BOM de um aparelho de entrada, a NAND acrescenta 19%, totalizando 54% dos custos. Parte da DRAM também é destinada a memória de alto desempenho para IA, elevando margens em outros setores.
A tendência de preços de DRAM é de alta, com projeções de novos aumentos para 2026 e 2027. O mercado de LPDDR5 em smartphones já supera US$ 10/GB no spot, refletindo volatilidade de suprimentos.
Desempenho financeiro e perspectiva
O 1º trimestre de 2026 ficou marcado como o melhor da história da AMD em Data Center. A receita total foi de US$ 10,3 bilhões, com o Data Center respondendo por 56% do total. O ganho anual incluiu avanços no EPYC e nos aceleradores IA, como o MI355X.
A AMD superou a Intel em receita de Data Center pela primeira vez em um 1º trimestre, com US$ 5,8 bilhões contra a faixa de US$ 3 bilhões a US$ 3,5 bilhões da Intel. Analistas destacam o papel do desempenho do EPYC e a dificuldade da Intel para igualar o ritmo de servidores.
O que esperar até o próximo semestre
A TSMC vem convertendo 4 nm para 3 nm para atender Apple, Qualcomm e MediaTek. Para a AMD, isso significa que a capacidade disponível em 4 nm e 5 nm é finita, com Venice em 2 nm previsto para o segundo semestre, alterando o mix de produção.
A AMD manteve cautela sobre o segundo semestre, com guidance de US$ 11,2 bilhões para o 2º trimestre e expectativa de crescimento sequencial no segmento de servidor. A empresa aponta que o avanço do Venice pode reduzir volumes de linhas atuais a partir de 2027.
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