- Bitcoin opera perto de US$ 80 mil, em um cenário macro neutro a levemente negativo; a faixa provável fica entre US$ 79,5 mil e US$ 82 mil, com petróleo em alta e dólar fortalecendo o apetite por ativos mais seguros.
- O Brent sobe mais de 3% e fica próximo de US$ 104 por barril, com tensões entre Estados Unidos e Irã mantendo o Estreito de Ormuz praticamente fechado.
- BlackRock amplia a tokenização de ativos, expandindo o fundo BUIDL para Solana e BNB Chain, com parcerias a serem firmadas com Uniswap e Securitize.
- A gestora planeja lançar novos fundos voltados a detentores de stablecoins, visando rendimento de títulos do Tesouro americano no ecossistema de blockchain.
- Na Suíça, proposta para incluir Bitcoin nas reservas do banco central fracassa, não atingindo as assinaturas necessárias para ir a referendo.
O mercado global iniciou a segunda-feira em compasso de cautela, com sinais de deterioração nas negociações entre EUA e Irã reacendendo temores sobre o conflito no Golfo. O Estreito de Ormuz permaneceu praticamente fechado, elevando o risco geopolítico na região e pressionando o petróleo.
O Brent avançou mais de 3% no início do pregão, situando-se próximo de US$ 104 por barril. O dólar ganhou força globalmente, enquanto os futuros das bolsas americanas operavam sem direção definida. No mercado de criptomoedas, o Bitcoin resistiu, operando perto de US$ 80.700.
Bitcoin sente pressão do cenário macro
Nessa conjuntura, o Bitcoin permaneceu próximo de US$ 80.700, com o cenário de curto prazo visto como neutro a levemente negativo. A combinação de petróleo em alta, dólar fortalecido e aversão ao risco tende a reduzir o apetite por ativos mais voláteis.
Analistas apontam que a faixa provável de oscilação para as próximas horas fica entre US$ 79.500 e US$ 82 mil. Se o petróleo continuar subindo ou o dólar se fortalecer, o suporte pode ser testado. Contudo, resultados positivos de IA no Japão e na Coreia do Sul ajudam a limitar perdas.
BlackRock amplia aposta em tokenização
Enquanto o macro pesha o cripto no curto prazo, o movimento institucional ganha impulso. A BlackRock expandiu o fundo tokenizado BUIDL para as redes Solana e BNB Chain, fortalecendo a estratégia de tokenização de ativos.
O fundo, que já administra cerca de US$ 2,5 bilhões, passará a ser integrado a protocolos DeFi via parcerias com Uniswap e Securitize. Além disso, a gestora protocolou pedidos para lançar fundos voltados a detentores de stablecoins, com acesso a rendimentos de Títulos do Tesouro nos ecossistemas blockchain.
A iniciativa reforça a visão do CEO Larry Fink de que a tokenização pode transformar os mercados de capitais nos próximos anos.
Justiça libera US$ 71 milhões em ETH para Aave
No âmbito regulatório, a Justiça dos EUA autorizou a transferência de aproximadamente US$ 71 milhões em Ether para uma carteira controlada pela Aave. A decisão foi tomada pela juíza Margaret Garnett, do Distrito Sul de Nova York.
A liberação ocorreu após disputas envolvendo ativos congelados na rede Arbitrum. Vítimas de terrorismo da Coreia do Norte reivindicaram os recursos, alegando ligação com o grupo Lazarus. Permanecem restrições legais até a definição final.
Suíça rejeita proposta de reserva em Bitcoin
Na Suíça, não houve andamento em relação à proposta de incluir Bitcoin nas reservas cambiais do Banco Nacional Suíço. A demanda não atingiu as 100 mil assinaturas necessárias para levar o tema a referendo.
O movimento defendia o uso do Bitcoin como proteção contra inflação e diversificação das reservas internacionais. O resultado representa um revés para a adoção da criptomoeda em um dos principais centros financeiros globais.
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