- O Ministério Público Federal e a Caixa Econômica Federal investigam a existência de pelo menos 158 cadernetas de poupança abertas por pessoas escravizadas no século XIX.
- A comparação de aproximadamente 14 mil documentos, com mais de 150 anos, chegou ao público por meio do jornal O Globo.
- A Caixa, criada pelo Império em 1861, visava atender a população de baixa renda, e a ação busca entender o destino dos recursos depositados.
- Além de preservar o acervo, a iniciativa abre caminho para que descendentes dos correntistas sejam localizados e, eventualmente, indenizados.
O Ministério Público Federal (MPF) em parceria com a Caixa Econômica Federal revelou a existência de, pelo menos, 158 cadernetas de poupança abertas por pessoas escravizadas no século XIX. A descoberta faz parte de um levantamento que reúne cerca de 14 mil documentos com mais de 150 anos.
O objetivo do MPF é entender o destino dos recursos depositados na instituição, criada pelo Império em 1861 para atender a população de baixa renda. A apuração não se limita à preservação do acervo histórico.
Segundo o levantamento divulgado pelo jornal O Globo, o conjunto de documentos ajuda a mapear fluxos financeiros da época. A Caixa participa como instituição guardiã dos registros.
A ação aponta para a possibilidade de localizar descendentes dos correntistas e, em alguns casos, discutir eventual indenização. A condução segue sob o viés de apuração de responsabilidade histórica.
O material pode auxiliar pesquisadores e familiares a entender o papel da poupança no contexto da escravidão no Brasil. A apuração continua, com foco em dados verificáveis e fontes oficiais.
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