- O CEO Roberto Sallouti disse que o Pan deve atingir o mesmo ROE do BTG Pactual em meados de 2028; hoje o Pan reports ROE de 12,1% no terceiro trimestre de 2025, frente a 26,6% do BTG no primeiro trimestre de 2026.
- O desenvolvimento do MeuTudo, fintech de originação de consignado adquirida pelo Pan, entra no balanço a partir do segundo trimestre; no primeiro trimestre a operação ainda não incorporou receitas.
- A aquisição do MeuTudo foi concluída em abril; o executivo destacou que o cenário é “fantástico”.
- Sobre o teto de juros ao consignado, Sallouti minimizou impactos, dizendo que atinge cerca de quinze por cento da produção do Pan nos clusters de maior risco.
- A captação líquida da área de gestão de patrimônio teve o segundo maior volume já registrado em base orgânica, com crescimento sustentado sem depender de aquisições.
Em teleconferência com analistas, o CEO do BTG Pactual, Roberto Sallouti, apresentou a previsão de que o Pan alcance a mesma rentabilidade do grupo até meados de 2028. A receita do MeuTudo, fintech de originação de consignado adquirida recentemente, entrará no balanço a partir do segundo trimestre.
O Pan, antigo banco do Grupo Silvio Santos, adquirido em 2011, atua no crédito ao consumidor de menor renda. Historicamente, sua rentabilidade fica atrás do BTG, cujo desempenho é impulsionado por bancos de investimento e gestão de fortunas. O ROE (retorno sobre patrimônio líquido) é o principal indicador divulgado.
Em dados recentes, o Pan reportou ROE de 12,1% no terceiro trimestre de 2025, ante 26,6% do BTG no 1º trimestre de 2026. Questionado sobre a validade da meta, Sallouti confirmou a projeção e destacou que receitas do MeuTudo só aparecem no segundo trimestre.
Desempenho e aquisições
Sallouti afirmou que a incorporação plena do MeuTudo trará efeito contábil no segundo trimestre e descreveu o cenário como positivo. Sobre o teto de juros do consignado, o executivo disse que o impacto é restrito a cerca de 15% da produção do Pan, em clusters de maior risco.
O analista Daniel Vaz, do Safra, solicitou leitura sobre o custo de risco do consignado. O CEO garantiu que a performance, o underwriting e os custos seguem o esperado, mesmo diante de sinais de variação no setor.
A captação líquida da área de gestão de patrimônio foi tema de análise. A trajetória apresentada indicou o segundo maior volume trimestral em base puramente orgânica, com destaque para contribuições de aquisições, como a área de wealth da JGP adquirida em 2025 e a operação brasileira do Julius Baer.
Perspectivas e cicatrizes
No segmento de banco de investimento, o tom foi mais cauteloso. O BTG realizou seu primeiro IPO em cinco anos no período, mas Sallouti prevê continuidade fraca em ECM e DCM no segundo trimestre, com recuperação esperada a partir do terceiro.
O executivo respondeu ainda sobre a elevação de empréstimos em estágios 2 e 3, pela composição de mix: o Pan passou a representar 100% do consolidado após a compra de ações de minoritários. Segundo ele, isso não indica piora da qualidade da carteira, apenas mudança de perfil de crédito.
Quanto à eficiência, Sallouti disse que as sinergias da consolidação devem surgir de forma mais robusta no segundo semestre, com melhora gradual em 2027, quando o banco operará em um único sistema central.
Entre na conversa da comunidade