- A China informou que o Brasil já atingiu metade da cota de exportação de carne bovina com tarifa reduzida, de 1,1 milhão de toneladas por ano.
- Em casos acima do limite, a tarifa sobe de 12% para 55%, válida por três anos.
- A Abiec projeta queda de cerca de 10% nas exportações totais de carne bovina em 2026 em relação a 2025.
- Em 2025, o Brasil exportou 3,5 milhões de toneladas, sendo 1,7 milhão para a China.
- A produção voltada à China deve ser interrompida por volta de junho, e o setor busca compensar o recuo com mercado interno e outros parceiros, com perspectiva fragilizada para Coreia do Sul em 2026.
O governo chinês informou neste sábado que o Brasil já atingiu metade da cota anual de exportação de carne bovina com tarifa reduzida. Desde 1º de janeiro, embarques acima de 1,1 milhão de toneladas passam de 12% para 55% de tarifa. A medida visa fortalecer a pecuária local.
A expectativa é de que a carne brasileira sofra o aumento tarifário em breve, com o volume atual impulsionado pelos frigoríficos que aceleraram envios nos primeiros meses para evitar a sobretaxa. O anúncio ocorreu perto do teto de exportação.
A Abiec indica que, diante da tarifa, a produção destinada ao mercado chinês deve ser interrompida por volta de junho por inviabilidade econômica. Não há substituto claro para a China, e o setor estima queda de 10% nas exportações totais de carne bovina em 2026.
Perspectivas e impactos
O setor projeta redirecionar o excedente para o mercado interno para compensar a redução externa. A abertura da Coreia do Sul, prevista para este ano, não deve ocorrer em 2026, mantendo as atenções em possíveis novos parceiros, como o Japão. A tarifa de 55% terá validade de 3 anos.
No sistema de cotas, o Brasil é o maior beneficiário, com quase o dobro do volume permitido em relação à Argentina, segunda colocada. A situação coloca a indústria sob pressão para ajuste de produção e estratégias de exportação.
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