- Em Nova York, Eduardo Leite e Romeu Zema participaram do Brazilian Regional Markets, promovido pela Apex Partners, defendendo ajuste fiscal, privatizações e endurecimento da segurança pública.
- Leite destacou privatizações gaúchas como mudança estrutural do Estado e citou melhoria de investimentos após a venda de empresas de energia, gás e saneamento, visando focar o Estado em segurança, educação e infraestrutura.
- Zema, em tom de campanha, fez críticas a políticas trabalhistas atuais e defendeu contratos por hora e formatos paralelos à CLT para aumentar produtividade e investimentos.
- A discussão econômica enfatizou segurança pública como agenda nacional coordenada pelo presidente, mantendo autonomia dos estados, com foco em monitoramento de dados e integração entre forças de segurança, Ministério Público e Judiciário.
- Pesquisa da Futura Inteligência aponta eleição competitiva e alta rejeição aos principais nomes, com Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados no primeiro turno e Bolsonaro à frente no segundo turno em cenários avaliados.
No Harvard Club, em Nova York, dois ex-governadores defenderam pautas de ajuste fiscal, privatizações e endurecimento da segurança pública durante o evento Brazilian Regional Markets, promovido pela Apex Partners. O encontro reuniu gestores, empresários e investidores para discutir o cenário político brasileiro de olho em 2026.
Eduardo Leite (PSD-RS) e Romeu Zema (Novo-MG), ainda vinculados a seus estados, apresentaram diagnósticos próximos sobre o país, ainda que com estilos distintos. O tom foi de defesa de políticas de governança, com foco em resultados e eficiência na gestão pública.
A agenda foi embalada por dados de uma pesquisa nacional da Futura Inteligência, divulgados durante o evento. O estudo aponta eleição competitiva e volátil, com Lula e Bolsonaro tecnicamente empatados no primeiro turno e Bolsonaro com ligeira vantagem no segundo turno estimado.
Privatizações: ruptura política, não financeira
Leite defendeu privatizações do Rio Grande do Sul como mudança estrutural do papel do Estado, não mera agenda fiscal. Segundo ele, empresas públicas tendem a ser capturadas por interesses internos se não houver privatização.
Ele citou o caso de setores de energia, gás e saneamento estaduais como exemplos. A Corsan, sob gestão estatal, investia menos que após privatização, segundo o governador. Leite argumentou que o foco deve ser ampliar investimentos em áreas como segurança pública, educação e infraestrutura.
Na agenda econômica, o debate sobre segurança pública
Leite vinculou segurança pública a atratividade de investimentos e à retenção de talentos. Defendeu uma coordenação nacional da política de segurança, respeitando a autonomia estadual, com monitoramento de dados e integração entre forças de segurança, Ministério Público e Judiciário.
O objetivo, na leitura dele, é enfrentar tanto crimes periféricos quanto crimes financeiros, sem depender exclusivamente de novas leis. Ele destacou a necessidade de governança dinâmica para resultados consistentes.
A terceira via entre rejeição e admiração
A pesquisa da Futura Inteligência, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais, indica alta rejeição aos principais nomes e tensão institucional. Lula tem aprovação abaixo de 50%, STF e Congresso registram índices menores, elevando a importância de temas institucionais no pleito.
Zema comentou que a eleição tende a depender bastante da percepção pública na véspera de votações, e que a rejeição pode influenciar o resultado mais do que a expansão de apoio.
A “nova CLT” e o fim da escala 6×1
Zema criticou propostas trabalhistas em voga próxima às eleições, atribuindo-as a populismo. Defendeu formatos de contratação paralelos à CLT, incluindo contratos por hora, para ampliar renda e produtividade, com atuação direta entre empresas e trabalhadores.
Ele sustentou que a legislação trabalhista estaria excessivamente rígida e criticou decisões da Justiça do Trabalho que, segundo ele, teriam freado avanços promovidos pela reforma de 2017.
O desenrola febril
No tema do Desenrola 2.0, programa de redução de juros do governo federal, Zema comparou a medida a tentar baixar a febre de um paciente sem atacar a causa. Defendeu uma estratégia de poupar, privatizar, não roubar e prosperar para colocar o Brasil no caminho de juros mais baixos e investimento mais viável.
Disse que, com queda da taxa de juros, projetos hoje inviáveis se tornariam viáveis, impulsionando a indústria, a produtividade e a renda, encerrando o ciclo vicioso atual.
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