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Como funciona investir no Tesouro Reserva: guia simples

Tesouro Reserva: título público com aporte mínimo de R$ 1, rende pela Selic e permite resgates 24h, ampliando o acesso de pequenos investidores

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  • Tesouro Reserva é um título público lançado pelo Tesouro Nacional, com aplicação mínima de R$ 1, rendimento diário atrelado à Selic e resgate a qualquer momento, operando 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados.
  • Inicialmente disponível apenas para cerca de 80 milhões de correntistas do Banco do Brasil, com perspectiva de entrada de outras instituições financeiras.
  • Não há marcação a mercado; o rendimento é calculado pela “marcação na curva”, reduzindo oscilações visíveis ao investidor em comparação com outros papéis do Tesouro Direto.
  • Simulações indicam que, com Selic em 14,5% ao ano, R$ 1 mil podem render cerca de R$ 1.051,23 em seis meses, R$ 1.101,82 em um ano e R$ 1.207,12 em dois anos.
  • Impostos: IR seguindo tabela regressiva da renda fixa; IOF para resgates nos primeiros 30 dias; taxa de custódia da B3 de 0,20% ao ano acima de R$ 10 mil. Limite máximo de investimento por pessoa é de R$ 500 mil.

O Tesouro Reserva, título público federal, foi lançado nesta segunda-feira para atrair pequenos investidores e estimular a poupança. O objetivo é oferecer segurança, liquidez e simplicidade em investimentos públicos.

A aplicação inicial tem valor mínimo de R$ 1 e rende com base na Taxa Selic, atualmente em 14,5% ao ano. O investimento poderá ser movimentado 24 horas por dia, incluindo fins de semana e feriados.

Inicialmente, o Tesouro Reserva estará disponível apenas para cerca de 80 milhões de correntistas do Banco do Brasil. O Tesouro Nacional informou que negocia a entrada de outras instituições financeiras na plataforma.

O que é e como funciona

O Tesouro Reserva é um título público federal; ao investir, o dinheiro é emprestado ao governo, com remuneração atrelada à Selic. O rendimento diário indica maior previsibilidade para o investidor.

A oferta não terá marcação a mercado, ou seja, o saldo não oscilará no extrato por variações diárias de juros. A cobrança de oscilações acontece apenas no cálculo diário.

A marcação será na curva, com juros contabilizados dia após dia, reduzindo movimentações visíveis ao investidor. O resgate pode ocorrer a qualquer momento, sem perdas significativas.

Comparação de rentabilidade

Com a Selic em 14,5% ao ano, o Tesouro Reserva tende a superar a poupança, cuja remuneração é mais baixa. A poupança rendeu 7,53% nos últimos 12 meses.

Simulações do Tesouro Nacional indicam ganhos superiores à poupança: R$ 1.051,23 em seis meses, R$ 1.101,82 em um ano e R$ 1.207,12 em dois anos, para um aporte de R$ 1 mil.

Condições de aplicação e impostos

A aplicação mínima é de R$ 1, com limite máximo de R$ 500 mil por pessoa. A negociação será 24 horas por meio da plataforma, com movimentações também por Pix.

O investimento sofre Imposto de Renda na tabela regressiva da renda fixa e IOF para resgates nos primeiros 30 dias. Não há taxa de custódia da B3 até R$ 10 mil; acima disso, incide 0,20% ao ano.

Concorrência e público-alvo

O Tesouro Reserva concorre com poupança, CDBs e títulos privados como LCI e LCA. Em cenários de juros elevados, alguns privados podem render mais, mas têm liquidez ou regras distintas.

Títulos públicos atrelados à Selic rendem 100% do CDI, com a garantia do governo federal, diferente da proteção do FGC para produtos bancários. A novidade busca ampliar o acesso ao público em geral.

Metas e abrangência

O governo pretende ampliar significativamente a base de investidores pessoa física. Hoje, os títulos públicos somam cerca de 3,4 milhões de investidores, com a meta de chegar a 10 milhões nos próximos anos.

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