- Dados da Global Petrol Prices, compilados pelo Statista, mostram como os preços do diesel e da gasolina variaram em doze países durante a crise.
- O petróleo Brent ficou acima de US$ 100 por barril no fim de abril e início de maio, elevação ligada a temores sobre interrupções no Estreito de Ormuz.
- Em comparação, alguns países registraram altas expressivas: Malásia e Paquistão tiveram gasolina acima de 50%, e o diesel subiu mais de 85% nos Emirados Árabes Unidos.
- No Brasil, a alta ficou mais contida: gasolina avançou 5,9% e diesel 17,7% em relação ao período anterior, em lista de treze países analisados.
- O aumento dos combustíveis ajuda a empurrar preços de transporte, produção e, consequentemente, a inflação, já que o petróleo impacta itens como plásticos, fertilizantes e energia.
O que aconteceu: a guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã elevou o preço do petróleo no mundo, gerando pressão sobre os combustíveis. A disputa geopolitica elevou as incertezas sobre a passagem pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica de distribuição.
Quando e onde: no fim de abril e início de maio, o petróleo Brent atingiu recordes em vários anos, com o barril acima de US$ 100. Os efeitos chegaram aos preços ao consumidor em diversos países.
Como isso ocorreu: a alta do petróleo encarece gasolina e diesel, já que o combustível depende diretamente da matéria-prima. O cenário elevou temores de inflação global diante de interrupções no transporte de energia.
Brasil entre os menos impactados
Em uma lista de 13 países observados pela Global Petrol Prices, o Brasil registrou alta menor: gasolina subiu 5,9% e diesel 17,7%. Espanha mostrou alta de diesel 22,4%, gasolina 5,1%.
Outros relatos destacam variações maiores ao redor do mundo: na Ásia e Oriente Médio, gasolina subiu mais de 50% em alguns casos; no diesel, altas acima de 70% na Malásia e 85% nos Emirados.
No Canadá, os aumentos ficaram acima de 30% para ambos combustíveis, e no Reino Unido houve alta de 34% no diesel e 19% na gasolina. Alemanha também registrou avanços de quase 20% no diesel e 14% na gasolina.
Impacto na inflação
Como o petróleo é base para combustíveis e transporte, o repasse de custos elevou preços de muitos itens, desde alimentos até vestuário. Empresas aumentaram margens para manter lucro, ampliando a pressão sobre o consumidor.
Além disso, o petróleo influencia o custo de insumos como plásticos e fertilizantes, o que dissemina o efeito inflacionário pela cadeia produtiva. O resultado é uma pressão generalizada sobre preços na economia.
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