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Frota em transformação: elétricos e híbridos devem alcançar 24% em 4 anos

Frota brasileira mira rápida transformação; elétricos e híbridos devem chegar a 24% em quatro anos, diante do envelhecimento do parque veicular

Frota caminha para transformação, e elétricos e híbridos devem saltar de 1,4% para 24% em 4 anos
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  • Carros elétricos e híbridos passaram de 0,1% em 2016 para 1,4% da frota atual, com projeção de chegar a 24% nos próximos quatro anos.
  • A idade média da frota está em 11 anos; modelos com mais de 16 anos somam 26% e os com mais de 20 anos representam 5,6%.
  • Em 2024 foram vendidos 285,4 mil automóveis híbridos e elétricos, alta de 60,8% frente a 2023.
  • A maior parte da frota está em cinco estados, com São Paulo respondendo por 28% e concentrando 63,4% do total.
  • No segmento de motos, a frota atingiu 14,9 milhões, alta de 4,1% em relação a 2024; em 2025 foram comercializadas 8,5 mil motos elétricas.

A frota de veículos em circulação no Brasil continua envelhecendo, e há sinais de transformação. Um relatório da Bright Consulting aponta que a participação de carros elétricos e híbridos saltará de 1,4% para 24% da frota em quatro anos. O crescimento acompanha o impulso de montadoras e de marcas chinesas no segmento.

O estudo, divulgado pelo Sindipeças, mostra que houve alta de 60,8% nas vendas de híbridos e elétricos no ano passado, totalizando 285,4 mil unidades. A transformação ocorre em meio ao envelhecimento da frota e à expectativa de renovação gradual.

O que mudou e quem envolve

  • A Bright Consulting projeta que o Brasil vivencie um fenômeno semelhante ao histórico dos carros flex, que chegaram em 2003 e dominam 77% da frota atual. Segundo o relatório, os híbridos flex devem ganhar espaço expressivo.
  • O Sindipeças aponta a necessidade de aumento das vendas de zero-km e retirada de veículos muito velhos para acelerar a renovação.

Envelhecimento da frota e seus impactos

  • A idade média da frota é de 11 anos, a mais alta em três décadas. Veículos com mais de 16 anos somam 26% do total de 48,8 milhões de unidades. Mais jovens (até 5 anos) representam 23%.
  • A maior concentração de veículos está em cinco estados, com São Paulo respondendo por 28% da frota. Detalhes do Detran divergem um pouco do levantamento do Sindipeças.

Inspeção, renovação e custos

  • Economias mais fortes e juros mais baixos poderiam estimular a compra de carros novos, segundo o Sindipeças. A renovação depende também de programas de inspeção veicular para retirar veículos sem condições mínimas.
  • Cássio Pagliarini, da Bright Consulting, destaca que veículos com 20 anos poluem cerca de 40 vezes mais que modelos atuais, devido a normas ambientais mais rígidas.

Caminhos para motos elétricas e novos investimentos

  • Enquanto a frota de automóveis cresce pouco, a de motocicletas avança 4,1%, somando 14,9 milhões. A idade média é de 7 anos e 8 meses.
  • A demanda por delivery impulsiona esse crescimento. Em 2025, foram vendidas 8,5 mil motos elétricas, 17% acima de 2024, ainda menor que o total do mercado.

Novos passos na produção de veículos elétricos

  • Grupo DBS anunciará em junho uma fábrica na Zona Franca de Manaus para ampliar a produção de motos elétricas. A planta terá capacidade anual de 30 mil motos e 60 mil bicicletas elétricas.
  • A DBS já produz para a Vammo, startup de locação por assinatura de motos elétricas voltadas a operações de delivery. A empresa planeja entregar 15 mil motos elétricas neste ano.

Impactos esperados

  • A chegada de mais veículos elétrificados deve reduzir custos operacionais com combustível e manutenção. A transição, porém, exige incentivos econômicos, políticas de inspeção e queda de custos com zero-km.
  • O movimento aponta para uma mudança estrutural no parque automotivo brasileiro, com ênfase em eletrificação, renovação de frotas e melhoria de emissões.

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