- A arrecadação do imposto de importação sobre encomendas internacionais atingiu R$ 1,78 bilhão nos quatro primeiros meses de 2026, segundo a Receita Federal, com alta de 25% frente ao mesmo período de 2025.
- O resultado ocorre enquanto o governo discute a possibilidade de extinguir a cobrança, com divergências entre ministérios.
- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que há debate dentro do governo sobre o fim da taxa das blusinhas, mantendo o programa Remessa Conforme.
- Setores produtivo defendem a permanência do imposto para proteger a indústria de baixo valor agregado e reduzir distorções, argumentando impacto positivo na inflação de vestuário e calçados.
- Em 2025, a arrecadação anual chegou a R$ 5 bilhões; as metas fiscais de 2026 preveem superávit, mas o cenário pode evoluir para déficits, mantendo incerteza fiscal.
A arrecadação federal com o imposto de importação sobre encomendas internacionais atingiu novo recorde nos quatro primeiros meses de 2026, ao somar 1,78 bilhão de reais. O valor representa um aumento de 25% ante o mesmo período de 2025, que ficou em 1,43 bilhão. A divulgação foi feita pela Receita Federal.
O crescimento ocorre em meio a um debate interno no governo sobre a validade da cobrança, conhecida como “taxa das blusinhas”. O ministro da Fazenda, Dário Durigan, afirmou que há divergências entre ministérios e que o tema está em avaliação, com o Remessa Conforme preservado.
Partes do setor produtivo defendem a manutenção do imposto para proteger a indústria de bens de baixo valor agregado. Em nota conjunta, indústria, comércio e varejo afirmaram que a cobrança gerou empregos e ajudou a reduzir distorções entre plataformas internacionais e o mercado interno.
Origem da taxa das blusinhas
A cobrança tem raízes em quatro etapas: pandemia e boom do e-commerce, aprovação no Congresso em 2024, sanção presidencial em agosto de 2024 e ampliação do ICMS em 10 estados para 20%. A soma elevou a carga tributária sobre compras online.
Impacto nas contas públicas
Entre janeiro e abril de 2025, a arrecadação foi de 1,43 bilhão. Em 2025, o imposto total atingiu 5 bilhões, recorde do período. Em 2026, a arrecadação parcial já supera o recorde anterior, mantendo o objetivo de fechar o ano próximo ao equilíbrio, apesar de previsões oficiais apontarem déficit em torno de 60 bilhões de reais. Fonte: Receita Federal, observadores do setor.
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