- A prata à vista subiu 7% nesta segunda-feira, para US$ 86,63 por onça, atingindo o maior nível em cerca de dois meses.
- O ouro ficou praticamente estável, em US$ 4.732 por onça, e os índices de ações de Nova York não acompanharam a alta.
- O movimento ganhou atenção após Robert Kiyosaki, autor de Pai Rico, Pai Pobre, voltar a recomendar a prata nas redes sociais.
- Analistas técnicos apontam que, se a prata romper acima de US$ 83 de forma consistente, pode avançar rumo a US$ 90 e, posteriormente, à máxima de março de US$ 96,38.
- O cenário macroeconômico, com tensões internacionais e preocupações com inflação, ajuda a explicar a demanda por metais com uso industrial e proteção de valor.
A prata à vista subiu forte nesta segunda-feira (11), alcançando US$ 86,63 por onça, alta de cerca de 7% no início da tarde. O movimento ocorreu enquanto o ouro permanecia estável e as ações de Nova York resistiam. A disparada foi acompanhada por reforço da narrativa de proteção de patrimônio.
O destaque ficou por conta de Robert Kiyosaki, autor de Pai Rico, Pai Pobre, que voltou a defender a prata nas redes sociais. A repercussão elevou o foco sobre o metal como proteção em meio a expectativas de depreciação de moedas fiduciárias.
A prata vinha tentando se recuperar desde as fortes quedas de fevereiro. Em março chegou a US$ 60,94, aproximadamente 50% abaixo do recorde de US$ 121,64 de janeiro. Nas últimas seis semanas, o preço impôs sinais de fraca pressão vendedora.
Análise técnica
Analistas citados pela Reuters apontam que romper acima de US$ 83 pode indicar novo intervalo de negociação. Caso se consolide, há espaço para buscar US$ 90 e, depois, a máxima de março em US$ 96,38.
Contexto macro
O ambiente macro ajudou o movimento: a rejeição de uma proposta de paz entre EUA e Irã elevou preocupações com inflação e tensões no Estreito de Hormuz. Isso alimenta incerteza sobre cortes de juros e reforça foco em dados de inflação.
A prata combina função de reserva de valor com uso industrial em energia solar, eletrônicos e eletrificação, o que pode sustentar movimentos por demanda além da proteção contra inflação. O tema divide atenção entre volatilidade e fundamentos.
Entre na conversa da comunidade