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Preço alto não é bom para o posto, diz James Thorp da Fecombustíveis

Fecombustíveis defende mecanismo de estabilização permanente de preços e critica a ideia de que postos lucram; destaca papel da ANP e risco de queda do consumo

James Thorp
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  • James Thorp, presidente da Fecombustíveis, e Adriano Pires discutem a alta dos preços do petróleo e seus efeitos, ligada à crise provocada pela guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel.
  • Thorp critica a ideia de o governo transformar os postos em bode expiatório, lembrando que situação semelhante ocorreu em 2022, no ano eleitoral.
  • Thorp afirma que preço elevado não beneficia os postos, aumentando o capital de giro, e Adriano Pires completa que o volume de consumo tende a cair, impactando a remuneração.
  • Os entrevistados elogiam a atuação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na fiscalização, reforçada pela Medida Provisória 1.340/26, mas alertam sobre julgamentos antecipados.
  • Propõem um mecanismo permanente de estabilização para o setor e destacam a importância histórica dos postos na formação de cidades, especialmente em regiões remotas.

James Thorp, presidente da Fecombustíveis, participou do episódio do POWER para comentar a recente alta de preços do combustível e seus impactos no comércio varejista. A análise envolve a crise no setor provocada pela instabilidade entre Irã, EUA e Israel e as diferentes leituras sobre o papel dos postos.

Thorp aponta que a alta de preços não beneficia os postos nليب, exigindo maior capital de giro e pressionando a remuneração. O comentário é compartilhado pelo economista Adriano Pires, que reforça que o consumo tende a recuar com o preço elevado.

O tema também aborda a atuação do governo, segundo o presidente da Fecombustíveis, que critica a prática de tornar os postos alvo de responsabilização. Asetores consideram que a narrativa pode distorcer a percepção pública sobre o setor.

Em termos de soluções, Thorp e Pires defendem a criação de um mecanismo permanente de estabilização, a ser usado em momentos de tranquilidade para reduzir efeitos de choques futuros. A ideia sugere planejamento estratégico de longo prazo.

Outro ponto destacado envolve o papel regulatório. A dupla comenta a atuação da ANP na fiscalização, destacando avanços trazidos pela MP 1.340/26, sem caracterizar o movimento como definitivo ou conclusivo.

Por fim, o debate resgata o histórico dos postos no Brasil. Os convidados lembram que muitas cidades nasceram ao redor de um posto de gasolina, ressaltando a relação entre infraestrutura de abastecimento e desenvolvimento local.

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