- O Brent subiu cerca de 3% nesta segunda, voltando a ficar próximo de US$ 104 por barril, após Donald Trump classificar como “inaceitável” a resposta iraniana.
- O Irã teria aceitado transferir parte de urânio enriquecido, mas rejeitou desmontar instalações nucleares; Teerã diz exigir fim da guerra, suspensão de sanções e controle sobre o Estreito de Ormuz.
- Segundo a Bloomberg, o conflito acelerou o consumo de estoques globais de petróleo, reduzindo a margem de segurança do mercado.
- Bolsas na Europa operam em queda, enquanto a Ásia fechou em alta, sustentada pela expectativa de cúpula entre EUA e China, apesar das tensões no Oriente Médio.
- No mercado de commodities, Brent e WTI avançaram com força nos contratos de junho (Brent a US$ 103,63; WTI a US$ 97,65), enquanto o minério de ferro em Dalian subiu 0,73%.
O petróleo voltou ao centro dos mercados globais nesta segunda-feira (11), pressionado pelo impasse diplomático entre EUA e Irã. O Brent subiu cerca de 3%, chegando a US$ 104, após Donald Trump classificar de inaceitável a resposta iraniana ao plano de cessar-fogo proposto.
Segundo o Wall Street Journal, o Irã aceitaria transferir parte de seu urânio enriquecido, mas rejeitaria desmontar instalações nucleares. Teerã nega a informação, exige fim da guerra, suspensão de sanções e controle sobre o Estreito de Ormuz.
Análise da Bloomberg aponta que o conflito elevou o ritmo de consumo dos estoques globais de petróleo, reduzindo a margem de segurança do mercado para interrupções de oferta.
Mercados e cenário
As Bolsas europeias recuam com cautela diante das tensões no Oriente Médio. A alta do petróleo alimenta temores sobre inflação, energia e crescimento. Na Ásia, a maioria dos índices fechou em alta, sustentada pela expectativa de uma reunião entre EUA e China.
No mercado de commodities, Brent junho avançou 2,31% para US$ 103,63; WTI junho subiu 2,34% para US$ 97,65. O minério de ferro, em Dalian, subiu 0,73%, para US$ 121,04 por tonel. Dados chineses positivos ajudaram o cenário.
Economistas destacam que o petróleo voltou a sustentar uma dinâmica sensível a notícias geopolíticas, com potencial para influenciar inflação, juros e atividade econômica nas próximas semanas.
No Brasil, o foco fica na divulgação do IPCA de abril, nesta terça-feira (12). A mediana das projeções aponta queda de 0,88% para 0,67%, com influência de combustíveis e alimentos.
Apesar da desaceleração recente dos combustíveis, analistas alertam que a alta do petróleo pode pressionar cadeias industriais, custos logísticos e preços de energia, renovando dúvidas sobre a inflação.
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