- A pesquisa Marca Brasil, realizada pela OnStrategy, entrevistou 192.400 brasileiros e 278.200 estrangeiros entre outubro de 2025 e março de 2026, divulgada pela CNN Brasil.
- A imagem interna do Brasil recebeu 6,94 pontos e a externa 6,34, indicando uma marca forte, mas com comunicação estratégica ainda pouco efetiva.
- Os atributos mais fracos identificados incluem admiração e confiança, ambiente político-econômico, governo e liderança, além de estilo de vida e segurança.
- A marca-país é vista como oportunidade para expansão internacional, desde que haja alinhamento entre realidade e promessas de estratégia de marketing.
- A pesquisa aponta seis caminhos para promover a Marca Brasil no exterior: usar a Amazônia como produto global, ativar o Nordeste nos mercados europeus, converter liderança ambiental em narrativa ESG, melhorar a percepção de insegurança, monetizar a beleza do agro com indicações geográficas e fortalecer a arquitetura institucional para continuidade além dos governos.
A pesquisa Marca Brasil, realizada pela consultoria OnStrategy, aponta que a imagem e a reputação do Brasil são avaliadas de forma moderada tanto pelo público interno quanto pelo externo. Os brasileiros costumam ter uma percepção mais positiva que a de estrangeiros.
Foram ouvidos 192.400 brasileiros e 278.200 estrangeiros, entre outubro de 2025 e março de 2026, de forma online. O estudo é apresentado pela CNN Brasil, com divulgação exclusiva desta segunda-feira.
A análise conclui que a boa percepção depende de uma estratégia que alinhe realidade e expectativa, especialmente nos temas de ambiente político, governo, educação, inovação e qualidade de produtos. O fundador da OnStrategy ressalta essa necessidade.
A Marca Brasil aponta seis caminhos para melhorar a imagem internacional. Entre eles, transformar a Amazônia em produto global e ampliar a presença do Nordeste nos mercados europeus. A ideia é usar narrativas ESG associadas à liderança ambiental.
A pesquisa traz números que sinalizam o desafio: a imagem interna ficou em 6,94 e a externa em 6,34, em uma escala de 0 a 10, gerando um *gap* de 0,6 ponto entre públicos. A percepção interna é mais elevada, mas não se traduz em narrativa exportável.
A avaliação dos atributos aponta pontos fracos em admiração, confiança, ambiente político e liderança. Quando o público interno e externo divergem, o texto aponta que os problemas de políticas públicas precisam de ações efetivas, independentemente de marketing.
Na visão dos especialistas, não basta criar uma nova imagem; é necessário reforçar movimentos culturais já presentes e consolidá-los como realidade de mercado. A cultura é vista como infraestrutura para sustentar a marca Brasil no longo prazo.
Entre as medidas sugeridas, destacam-se tratar a cultura como base institucional, ativar identidades regionais e certificar padrões de qualidade para reduzir o *gap* entre percepção e desempenho. A ideia é manter continuidade além de ciclos políticos.
O que mudar para fortalecer a Marca Brasil
A marca sugere reforçar a percepção externa como espelho da autoestima interna e comunicar a inovação já existente no país. Também é enfatizada a necessidade de separar a marca Brasil dos ciclos políticos para manter consistência.
Para especialistas, o foco deve estar na competência de políticas públicas e na melhoria efetiva do ambiente de negócios. A ideia é facilitar que empresas brasileiras tenham sucesso fora do país, além de promover qualidade e produtividade.
A cobertura da CNN Brasil sobre a Marca Brasil ocorrerá ao longo da semana, com materiais apresentados no CNN Prime Time e em conteúdos digitais. O estudo completo reúne dados sobre economia, agronegócio, política e segurança pública.
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