- A Unico, startup brasileira, abriu um escritório no Vale do Silício, Estados Unidos, para expandir internacionalmente e levar seu conhecimento antifraude.
- A operação nos EUA já tem estrutura própria e mais de 100 posições, com áreas de vendas, produto, engenharia e liderança, parte transferida do Brasil.
- A ideia é adaptar a tecnologia ao mercado americano e entender o go-to-market local, considerado estratégico pela escala e complexidade.
- A empresa busca exportar a “vacina” contra fraudes, desenvolvida com soluções de biometria e verificação de identidade, para mercados onde golpes com IA e deepfakes avançam.
- Segundo o diretor, o Brasil continua como principal mercado, mas há espaço para crescer nos Estados Unidos, em um contexto de aumento projetado de fraudes sofisticadas até 2026.
A Unico, startup brasileira de tecnologia antifraude, abriu um escritório nos Estados Unidos, no Vale do Silício. A empresa pretende exportar soluções de verificação de identidade desenvolvidas no Brasil, visando atuar em um mercado externo mais exposto a golpes com IA avançada e deepfakes. A decisão faz parte de uma estratégia de expansão internacional.
A operação nos EUA reúne mais de 100 profissionais em estruturas de vendas, produto, engenharia e liderança. Parte da equipe foi transferida do Brasil para facilitar a adaptação da tecnologia ao mercado local e a definição do go-to-market, considerado estratégico pela dimensão e complexidade do território.
O anúncio ocorre diante de um cenário de aumento de fraudes digitais, impulsionado pela IA generativa. A Unico projeta crescimento de até 550% nas fraudes sofisticadas em 2026, com deepfakes entre as principais ameaças. A empresa afirma que o desafio é garantir a autenticidade no momento da criação, e não apenas identificar manipulações após sua ocorrência.
Contexto e motivações para a internacionalização
A Unico sustenta que o Brasil segue como principal mercado, mas há espaço para crescer fora do país. Segundo o vice-presidente de estratégia, a experiência acumulada com fraudadores brasileiros pode ser traduzida em vantagem competitiva para mercados internacionais que ainda enfrentam fases anteriores de evolução das fraudes.
Mercados como os Estados Unidos já exibem golpes similares aos vistos no Brasil meses antes, enquanto Argentina e Índia mostram tendência de maior facilidade de fraude conforme a digitalização avança. A empresa destaca a importância de adaptar a tecnologia ao ecossistema local e às regras regulatórias de cada região.
Plano de atuação no exterior
A nova base operacional busca entender o comportamento do consumidor americano e ajustar o posicionamento comercial da solução antifraude. A estrutura mantida no Brasil segue como centro de desenvolvimento, com alinhamento entre equipes para manter a consistência técnica entre mercados. A meta é ampliar a presença global sem comprometer a qualidade das soluções.
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