- Vendas de bombas de calor residenciais cresceram 34% na Alemanha e 21% na França no primeiro trimestre; na França, maior mercado europeu, foram além de 300 mil unidades.
- Em doze países com dados disponíveis, a média de alta ficou em 16,5%, com a Finlândia registrando alta de 71% em março ante o mesmo período do ano anterior.
- O aumento é visto como indicativo de que preços elevados dos combustíveis fósseis ajudam a impulsionar tecnologias mais ecológicas, sem movimento equivalente na eletricidade.
- A EHPA (Associação Europeia de Bombas de Calor) afirma que o apoio governamental continua essencial para ampliar a adoção, especialmente onde há impostos mais baixos.
- As bombas de calor representam grande parte dessas vendas na Europa, cuja base de instalação cresceu desde 2015, impulsionada por metas da União Europeia de chegar a cerca de quatro milhões de unidades por ano até 2030 para reduzir o uso de combustíveis fósseis.
As vendas de bombas de calor na Europa cresceram nos primeiros três meses deste ano, impulsionadas pelos preços elevados de combustíveis fósseis. França e Alemanha registraram altas expressivas, em meio a um contexto de demanda por tecnologias mais ecológicas.
Na França, maior mercado europeu, as vendas de bombas de calor residenciais passaram de 21% no primeiro trimestre, alcançando um marco superior a 300 mil unidades. Dados da Associação Europeia de Bombas de Calor apontam crescimento também na Alemanha, com alta de 34% no período. O impulso é atribuído a custos de energia mais altos e à busca por soluções mais eficientes.
Nos demais países, houve ganhos relevantes. A Finlândia mostrou aumento de 71% nas vendas em março comparado ao ano anterior, enquanto Polônia e Bélgica também registraram altas. Em média, as 12 nações com dados divulgados tiveram elevação de 16,5% no total de unidades vendidas no trimestre.
Desempenho por tecnologia e cenário regulatório
O mercado europeu utiliza principalmente bombas de calor ar-ar e ar-água, com atuação semelhante a equipamentos de ar condicionado e sistemas de aquecimento de água. A expansão é mais acelerada onde há incentivos fiscais e subsídios consistentes.
Entidades do setor destacam que, apesar do impulso, as vendas continuam abaixo dos níveis de 2022 em alguns países. Em lugares com cortes ou ajustes de subsídios, como Áustria e Países Baixos, o crescimento ficou mais contido no início de 2026.
Perspectivas e ações públicas
A União Europeia tem incentivado regimes fiscais favoráveis para alcançar cerca de 4 milhões de unidades anuais até 2030, visando queda de pelo menos 16% no consumo de energia. Em França, o governo planeja dobrar o apoio público para 10 bilhões de euros por ano até 2030, sem, contudo, frear o ritmo observado no início deste ano.
No caso da Alemanha, o crescimento recente é visto como recuperação após turbulências em 2023, quando juros altos reduziram subsídios e o preço do gás caiu. Fabricantes europeus ressaltam que a implementação eficaz de subsídios é essencial para sustentar o dinamismo do setor.
Considerações de mercado
Analistas destacam que o custo de instalação de bombas de calor ainda é um entrave, apesar dos baixos custos de operação. Executivo de fabricante alemãoo aponta que há interesse, mas é cedo para prever trajetória de longo prazo sem coerência entre demanda e programas de subsídios.
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