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Alimentos e remédios pressionam inflação em abril

Alimentos e medicamentos pressionam o IPCA de abril, mesmo com queda das passagens aéreas que freia o avanço da inflação

Houve aumento nos preços da cenoura, do leite longa vida, da cebola, do tomate e das carnes - (crédito: Adriano Gadini por Pixabay)
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  • O IPCA subiu 0,67% em abril, desacelerando em relação a março (0,88%), segundo o IBGE.
  • Alimentação e bebidas liderou as altas, com avanço de 1,34%; a alimentação no domicílio subiu 1,64%, impulsionada por cenoura, leite, cebola, tomate e carnes, enquanto café moído e frango caíram.
  • O grupo saúde e cuidados pessoais avançou 1,16%, com produtos farmacêuticos em alta de 1,77% após reajustes autorizados a partir de 1º de abril.
  • Transportes tiveram variação de 0,06%, com queda de 14,45% nas passagens aéreas e alta de 1,80% nos combustíveis.
  • Os demais grupos também contribuíram para a leitura de abril, mantendo a inflação sob controle segundo a coleta do IBGE.

O IPCA, índice que mede a inflação oficial, subiu 0,67% em abril, segundo o IBGE. O avanço, abaixo do registrado em março (0,88%), foi puxado pelos alimentos e pelos medicamentos. A queda nas passagens aéreas ajudou a conter o ritmo do índice no mês.

Todos os nove grupos pesquisados tiveram alta de preços. A alimentação e bebidas liderou a lista, com 1,34%, seguida por saúde e cuidados pessoais, em 1,16%. A variação reflete pressões de oferta e custos de produção no período.

A alimentação no domicílio avançou 1,64%, antevasos de cenoura, leite longa vida, cebola, tomate e carnes. Em contraste, café moído e frango em pedaços recuaram. A alimentação fora de casa subiu 0,59%.

Desempenho por setores

  • Alimentação e bebidas: 1,34%
  • Habitação: 0,63%
  • Artigos de residência: 0,65%
  • Vestuário: 0,52%
  • Transportes: 0,06%
  • Saúde e cuidados pessoais: 1,16%
  • Despesas pessoais: 0,35%
  • Educação: 0,06%
  • Comunicação: 0,57%

O componente de transportes registrou menor pressão, com queda de passagens aéreas de 14,45%. Apesar disso, os combustíveis subiram 1,80%, contribuindo para o avanço do índice. A gasolina foi o item com maior peso entre os transportes, com alta de 1,86%.

No grupo saúde e cuidados pessoais, os farmacêuticos mostraram alta de 1,77% após reajustes autorizados em abril, de até 3,81% para vários medicamentos. Também houve elevação em itens de higiene pessoal, incluindo perfumes.

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