- Em abril, as exportações do Brasil aos EUA somaram US$ 3,1 bilhões, queda de 11,5% em relação ao mesmo mês de 2025.
- De janeiro a abril, itens sem sobretaxa recuaram 16,4% e produtos sujeitos a tarifas caíram 17%.
- Entre os itens da Seção 232, cobre, caminhões e madeira apresentaram queda; mercadorias com sobretaxa de 10% recuaram 23,7%.
- Em 2025, as exportações industriais ao mercado americano somaram US$ 30,2 bilhões, representando 16% do total do setor; houve recuos em transforming, extrativa e agropecuária.
- Os serviços avançaram: importações dos EUA pelo Brasil cresceram 17% para US$ 25,7 bilhões, e as exportações brasileiras de serviços aos EUA chegaram a US$ 14,3 bilhões, alta de 11,7%.
As exportações do Brasil aos EUA somaram US$ 3,1 bilhões em abril, registrando a nona queda mensal consecutiva. O recuo foi de 11,5% na comparação com abril de 2025, sinalizando acomodação, ainda que com incertezas sobre futuras tarifas e negociações entre os governos.
Apesar do ritmo de recuo desacelerar, o déficit bilateral persiste. Entre janeiro e abril, itens sem sobretaxa caíram 16,4% e produtos com tarifa extra recuaram 17%. A amostra da Amcham aponta impacto tanto em setores isentos quanto nos sobretaxados.
Entre os produtos afetados pela Seção 232, cobre, caminhões e madeira registraram quedas. A sobretaxa de 10% contribuiu para retração de 23,7% no período, reforçando a tendência de desaceleração do comércio de bens com os EUA.
Panorama setorial e trajetória recente
A indústria de transformação brasileira teve queda de 4,2% em 2025, enquanto a indústria extrativa caiu 19,2% e a agropecuária 3,8%. Mesmo com o recuo, os EUA continuaram sendo o principal destino para as exportações industriais brasileiras, com US$ 30,2 bilhões em 2025 (16% do total do setor).
As importações brasileiras de produtos americanos também recuaram no primeiro quadrimestre de 2026, em 13%. Em 2025, compras do Brasil dos EUA cresceram 11,3%, totalizando US$ 45,2 bilhões, segundo maior valor da série histórica.
Serviços ganham peso
Mesmo com a queda das exportações de bens, o comércio de serviços mostrou expansão. Importações de serviços dos EUA chegaram a US$ 25,7 bilhões, alta de 17%. Exports de serviços para os EUA ficaram em US$ 14,3 bilhões, elevação de 11,7%.
O desempenho aponta para uma divisão no comércio bilateral: piora nas mercadorias e crescimento nas trocas de serviços, ajudando a compensar parte da queda observada no comércio de bens.
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