- Enjoei anunciou o encerramento do Elo7 nesta segunda-feira, 11 de maio, com mais de oitenta mil vendedores cadastrados.
- Artesãos relatam perda de sua principal fonte de renda e destacam a ausência de aviso prévio para migrar de plataforma.
- O Elo7 deixará de funcionar para novas vendas, mantendo suporte apenas para transações realizadas até o encerramento.
- Vendedores citam impactos na credibilidade da marca, nas avaliações e no acesso a conteúdos e anúncios da loja após o fim do Elo7.
- Especialistas indicam diversificar canais de venda, usar grandes marketplaces para itens padronizados e manter canais diretos para personalizações, além de fortalecer presença nas redes sociais.
Após o anúncio da descontinuação do Elo7, marketplace de artesanatos, artesãos e empreendedores já buscam novas formas de vender sem depender da plataforma. O encerramento afeta negócios que dependiam do canal para a maior parte da receita e para a visibilidade de produtos artesanais.
A proprietária do Abraçaria Aatelier, Sânmara Basso, relata que o Elo7 representava cerca de 70% do faturamento e que não houve aviso prévio. Ela afirma ter acordos firmados com clientes que não podem ser migrados rapidamente para outras plataformas.
Outra artesã, Aline da Silva Ribeiro do Ateliê Tereza Amaral, aponta que o Elo7 chegou a responder por 90% das vendas. Ela destaca a dificuldade de adaptar produções sob demanda a marketplaces com prazos curtos.
O relato de diversas artesãs confirma que, apesar da expansão de marketplaces, as plataformas maiores impõem exigências que não se alinham com produção artesanal. Aline lembra que o Elo7 permitia diálogo e planejamento com o cliente, itens importantes para peças personalizadas.
A proprietária da Que Papelão, Fabiana Cristina Rossa, revela que o Elo7 respondia por cerca de 40% da receita desde 2014. Ela ressalta o impacto na credibilidade, já que avaliações positivas ficam indisponíveis a partir do encerramento.
Além da perda de vitrine, a convivência com anúncios e fotos passa a exigir adaptação. A artesã relata dificuldade de salvar fotos, descrições e avaliações para manter presença online.
Segundo o FAQ da Elo7, as avaliações e os anúncios publicados permanecem visíveis para as lojas até novembro. A medida visa, segundo a plataforma, facilitar a transição, ainda que sem prorrogação de venda.
O que fazer para se adaptar
Especialistas orientam não centralizar a venda em um único canal. O ideal é manter pelo menos dois marketplaces ativos e planejar prazos, formas de pagamento e condições de recebimento com cuidado.
Para diversificar, recomenda-se explorar plataformas com perfis de público semelhantes e também opções segmentadas. Plataformas próprias podem manter a personalização e o atendimento direto ao cliente.
Para quem trabalha sob encomenda, é útil segmentar parte da oferta para grandes plataformas com itens prontos ou de entrega rápida, mantendo canais diretos para itens personalizados.
Gestão de canais deve ficar separada, com registro de contatos e dados de clientes, em respeito à LGPD. Redes sociais também devem servir como vitrine e ponto de conclusão de venda, sempre que possível.
A Enjoei informou a PEGN que a descontinuidade ocorreu por fatores estratégicos e que continuará oferecendo suporte a vendedores e consumidores até o encerramento, sem detalhar prazos. A declaração enfatiza o compromisso com o atendimento aos envolvidos.
Como seguir
Especialistas destacam a importância de planejamento, diversidade de canais e diálogo direto com clientes. O foco é manter a identidade da marca e a qualidade do atendimento, mesmo sem depender de uma única plataforma.
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