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Azzas 2154 afirma ter sido surpreendida por ação judicial de Roberto Jatahy

Azzas 2154 afirma surpresa com ação de Jatahy sobre gestão da unidade de moda masculina; governança entre acionistas, sem impacto na operação

Loja da Arezzo
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  • Azzas 2154 afirmou ter sido surpreendida pela existência de uma ação judicial de Roberto Jatahy relacionada à gestão da unidade de moda masculina, com a decisão sobre a marca cabendo ao presidente-executivo, conforme o estatuto.
  • A companhia disse que buscará informações pertinentes e tomará as medidas cabíveis, sem prever impactos na operação.
  • O assunto é regulado por acordo de acionistas, segundo o qual Jatahy detém direitos sobre a unidade de vestuário feminino, enquanto a marca Reserva fica sob vestuário masculino.
  • A ação cautelar favorecida por Jatahy busca impedir a desintegração da marca Reserva sob seu comando; segundo uma fonte, o objetivo não é cindir a empresa, mas proteger o valor para os acionistas.
  • Analistas do JPMorgan apontaram possíveis disputas internas entre os dois principais acionistas; há reunião de conselho prevista para a próxima semana entre Jatahy e Alexandre Birman.

Azzas 2154 disse ter sido surpreendida por um pedido judicial apresentado pelo acionista Roberto Jatahy, ligado à gestão da unidade de moda masculina. A empresa informou que, conforme o estatuto, cabe ao presidente-executivo decidir sobre a marca. A companhia garantiu buscar informações e adotará as medidas cabíveis, sem prever impactos à operação.

O pedido envolve a gestão da marca Reserva, unidade sob a esfera da moda masculina. Segundo acordo de acionistas, Jatahy detém direitos sobre a unidade de vestuário feminino, enquanto a Reserva fica sob a masculina, o que gerou a controvérsia entre as partes.

A imprensa informou que Jatahy entrou com ação cautelar para impedir desintegração da marca. Uma fonte ligada à Azzas 2154 disse que a medida não visa desmembrar a empresa criada em 2024 pela fusão entre Arezzo & Co e Grupo Soma, e sim proteger o valor para os acionistas.

Analistas do JPMorgan destacaram que a disputa interna pode refletir em governança e na expectativa de resultados da empresa, apontando reforço de cautela na recuperação e nas projeções de desempenho diante do atrito entre acionistas.

Em abril, o presidente da unidade Fashion & Lifestyle, Ruy Kameyama, deixou a companhia, o que levou a mudanças estruturais e a separação entre os comandantes dos segmentos feminino e masculino. A saída foi interpretada por analistas como sinal de alerta sobre a continuidade da reestruturação.

Aldo Birman e Jatahy, sócios da Azzas 2154, não teriam conversado desde a medida judicial, com reunião de conselho prevista para a próxima semana para tratar do tema. A empresa afirmou não prever repercussões operacionais decorrentes do episódio.

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