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Briga entre Roberto Jatahy e Alexandre Birman pode levar o Azzas à cisão

Cautelar favorece Jatahy; risco de cisão do Azzas ganha força, com possível divisão para resolver conflito que tem derrubado as ações

O Azzas 2154 está avaliado em R$ 4 bilhões
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  • A juíza da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro deferiu a cautelar de Roberto Jatahy, impedindo atos que desintegrem a Reserva, alvo do conflito com Alexandre Birman, que ainda resiste a discutir a cisão.
  • A cisão da empresa ganhou força como possível solução para o atrito entre os sócios; Jatahy já admite essa opção, enquanto Birman não quer tratá-la no momento.
  • Houve mudanças na governança: Ruy Kameyama deixou o grupo e a operação passou a ser dividida entre as verticais Fashion & Lifestyle Women, liderada por Jatahy, e Fashion & Lifestyle Men, sob David Python.
  • A Reserva acumula tensões e custos com bônus de retenção, além de alta rotatividade de diretores, incluindo a saída de Thiago Hering, o que alimenta instabilidade interna.
  • As ações do Azzas 2154 fecharam em queda de 3,29% no pregão de terça-feira, 12 de maio, avaliando a companhia em R$ 3,91 bilhões.

Roberto Jatahy obteve uma vitória inicial na disputa interna do Azzas 2154. A juíza Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, determinou que Alexandre Birman se abstenha de ações que possam levar à desintegração da Reserva, peça central do conflito. A decisão ocorreu em meio à tensionada disputa entre os dois sócios.

O movimento judicial acende o debate sobre uma possível cisão do grupo. Segundo apuração do NeoFeed, Jatahy já admite essa solução como alternativa para encerrar a divergência, enquanto Birman ainda resiste a discutir o tema no momento.

Jatahy teria buscado na arbitragem um freio à atuação de Birman, que alterou a estrutura da Reserva ao transferi-la para a unidade de Blumenau, onde fica a Hering. A mudança provocou ruptura no acordo de governança e ampliou o atrito entre as partes.

A discussão envolve também a gestão interna. Há relatos de divergências sobre como implantar a integração, com Jatahy defendendo um modelo que mantenha duas partes autônomas dentro do grupo. Birman, por sua vez, prioriza uma condução mais integrada.

No centro do embate está a avaliação da empresa e o desempenho das unidades. Em queda, as ações da Azzas chegaram a recuar mais de 3% em 12 de maio, com a empresa projetando resultados sob pressão diante da disputa entre os sócios.

A tensão envolveu ainda mudanças de gestão. Ruy Kameyama, executivo de mercado próximo de Jatahy, deixou o grupo após conflitos com Birman. O desentendimento reduziu a participação dele na gestão e afetou o modelo de governança adotado.

A saída de Thiago Hering, figura-chave da liderança da marca criada pela família, gerou demissões na operação de Blumenau. Fontes destacam que esse movimento deixou o grupo com menor volume de talentos estratégicos, alimentando o clima de incerteza.

Em meio aos desdobramentos, as fontes indicam que o objetivo é encontrar uma via que permita estabilizar a empresa. A possibilidade de uma solução estrutural mais ampla, como a cisão, permanece em pauta, mas ainda não está formalizada ou acordada entre as partes.

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