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Custos elevados freiam recuperação da margem da MRV, diz CFO

MRV Incorporação registra lucro de 132,8 milhões no 1º trimestre, mas margem fica em 31%; CFO chama de ponto fora da curva e aposta em melhoria semelhante ao ritmo anterior

MRV Incorporação, principal negócio do conglomerado MRV&Co, registrou um lucro líquido ajustado de R$ 132,8 milhões no primeiro trimestre de 2026. (Foto: Victor Moriyama/Bloomberg)
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  • A MRV Incorporação apresentou lucro líquido ajustado de R$ 132,8 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 7,4 vezes vs. igual período de 2025; a margem bruta ficou em 31% no trimestre, estável na comparação trimestral e +3,7 p.p. na anual.
  • Este foi o primeiro recuo da margem desde o segundo trimestre de 2022, mesmo com melhora de vendas e receitas. O CFO, Ricardo Paixão, chamou o comportamento de “ponto fora da curva” e afirmou que não há indicação de mudança de tendência para baixo.
  • O ajuste de custos ocorreu por inflaçao elevada em insumos de construção, agravada pela guerra entre Estados Unidos e Irã; a MRV revisou para cima a projeção de custo em empreendimentos já iniciados, elevando em dois pontos percentuais a estimativa de inflação.
  • A empresa espera compensar parte desse effecto com o programa Minha Casa Minha Vida, que, em final de abril, ampliou a capacidade de pagamento dos clientes em todas as faixas, criando espaço para reajustes de preço. A visão é de melhor desempenho no segundo trimestre.
  • No consolidado da MRV&Co, grupo que envolve MRV, Urba, Luggo e Resia, houve prejuízo líquido ajustado de R$ 14,4 milhões no trimestre, com a Resia sozinha registrando prejuízo de R$ 120 milhões; a companhia continua com o plano de desinvestimento para reduzir alavancagem, enquanto houve descompasso entre produção e repasse, com 3.200 unidades produzidas mensais versus 2.700 repassadas.

A MRV Incorporação, principal braço da MRV&Co, reportou lucro líquido ajustado de 132,8 milhões de reais no primeiro trimestre de 2026, ante 7,4 vezes mais que o mesmo período do ano anterior. A margem bruta ficou estável em 31% frente ao trimestre anterior, apesar da melhora de 3,7 pontos percentuais na comparação anual.

O resultado é o terceiro indicador de recuperação após o estouro de custos de construção no pós-pandemia. O CFO Ricardo Paixão chamou atenção para o caráter fora da curva do desempenho recente, mas disse que é possível manter ritmo similar no futuro.

A queda de trajetória da margem foi puxada pela inflação de insumos, alimentada pela escalada de preços de petróleo e tensão entre EUA e Irã. A MRV revisou, de forma conservadora, as projeções de custo para obras já lançadas, elevando a estimativa em dois pontos percentuais. A mudança pode manter pressão sobre novas revisões de preços.

Desempenho do grupo MRV&Co

A MRV&Co encerrou o trimestre com prejuízo líquido ajustado de 14,4 milhões de reais. A Resia, subsidiária americana, sozinha registrou prejuízo de 120 milhões, revertendo lucro de 116,5 milhões no 4º tri de 2025. A Resia teve venda de ativo abaixo do valor contábil, ampliando o resultado negativo.

O plano de desinvestimento segue em curso, com expectativa de vendas relevantes de propriedades até o fim de 2026 para reduzir alavancagem e despesas financeiras. O impacto também decorre do descompasso entre produção e repasses: foram geradas 3.200 unidades/mês, mas apenas 2.700 foram repassadas, gerando atraso no reconhecimento de receita.

A receita líquida consolidada atingiu 2,776 bilhões de reais no trimestre, alta de 21,6% ante o mesmo período de 2025. Despesas operacionais somaram 444,5 milhões de reais, aumento de 6,5% na comparação anual. A direção aponta que o segundo trimestre deve apresentar recuperação de receitas e de vendas.

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