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Gasolina reduz IPCA, mas inflação pressiona teto com alimentos e serviços

IPCA de abril fica em 0,67%, alimentos e saúde puxam alta, mantendo pressão no teto de 4,5% e indicando cautela para futuras quedas da Selic

Alimentos (Foto: Paulo Pinto/ Agência Brasil)
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  • O IPCA de abril subiu 0,67%, abaixo de março (0,88%), acumulando 4,39% nos últimos doze meses; o teto da meta é 4,5%.
  • A desaceleração veio da gasolina e passagens aéreas; ainda assim alimentos e saúde puxaram altas no mês.
  • Alimentos e bebidas registraram alta de 1,34% em abril, impulsionados por itens como cenoura, leite e cebola.
  • O núcleo da inflação passou a ser monitorado com mais cautela: serviços subiram forte, enquanto itens como gasolina ajudaram a reduzir o índice.
  • Mesmo com alívio no índice cheio, economistas destacam pressão contínua de custos em alimentos, serviços e frete, sugerindo inflação resistente e view conservadora para a Selic.

A inflação oficial de abril mostrou um alívio pontual, com o IPCA caindo para 0,67%. O resultado ficou pouco abaixo da mediana do mercado, que esperava 0,68%. Gasolina e passagens aéreas ajudaram a puxar o índice para baixo, mas alimentos, saúde e cuidados pessoais frearam a desaceleração.

Em 12 meses, o IPCA acumula alta de 4,39%, acima do teto de 4,5% da meta. O dado reforça a sensação de progresso, porém mantém a pressão sobre o custo de vida, especialmente nos itens de alimentação e serviços. O mês consolidou um ritmo volátil entre setores.

O que aconteceu

  • Abr (2026) teve alta de 0,67% no IPCA, frente 0,88% em março.
  • Alimentação e bebidas subiu 1,34%, afetando o desempenho do mês.
  • Gasolina teve efeito negativo de 2,6 pontos base, ajudando a reduzir o índice.

Quem está envolvido

  • Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou os números oficiais.
  • Análises de mercado vêm de XP, Goldman Sachs, Itaú, Bradesco e ASA, entre outros, com leituras sobre impactos setoriais e projeções.

Quando e onde

  • Dados divulgados em 12 de abril de 2026, com avaliação de componentes ao longo do mês.
  • Cobre o desempenho nacional, com destaques regionais não detalhados no resumo.

Por que aconteceu

  • O peso de alimentos e serviços manteve pressão, apesar da desaceleração em itens como gasolina.
  • Custos de frete e impactos do petróleo contribuíram para a inflação de serviços e itens alimentares.
  • Clima, sazonais de preços de leite, cenoura e carnes contribuíram para altas isoladas em algumas categorias.

Desdobramentos e leituras do mercado

  • Núcleos de inflação permaneceram firmes, indicando persistência da pressão.
  • Expectativas para a Selic mantêm viés de ajuste gradual, com projeções de alta de 2026 a 2027 ainda sob avaliação.
  • Economistas destacam que o recuo em abril não encerra o ciclo de aperto monetário, dada a rigidez de serviços e impactos setoriais.

Notas finais

  • O quadro aponta para uma inflação subjacente resistente, com empresários atentos a choques externos e demanda interna aquecida.
  • Acompanhe as revisões de projeções e as decisões do Copom nos próximos meses para entender o ritmo de política monetária.

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