- O IPCA subiu 0,67% em abril, segundo o IBGE, mantendo inflação pressionada por alimentos e medicamentos.
- O acumulado do ano ficou em 2,60% e o acumulado em doze meses em 4,39%. Em abril de 2025, o índice havia avançado 0,43%.
- Alimentação e bebidas avançou 1,34% e respondeu por 0,29 ponto percentual do índice; Saúde e cuidados pessoais subiu 1,16%. Juntos, esses grupos representaram cerca de 67% da inflação de abril.
- Entre os itens, alimentação no domicílio subiu 1,64% (cenoura, leite longa vida, cebola, tomate e carnes em elevação) enquanto café moído caiu 2,30% e frango em pedaços caiu 2,14%. Alimentação fora do domicílio subiu 0,59%.
- No grupo Habitação, alta foi de 0,63% (gás de botijão 3,74%; energia elétrica residencial 0,72%). Transporte teve alta próxima de zero devido à queda de 14,45% nas passagens aéreas; gasolina subiu 1,86% e diesel 4,46%.
O IPCA avançou 0,67% em abril, segundo o IBGE. A leitura acumulou alta de 2,60% no ano e 4,39% nos últimos 12 meses. Em abril de 2025, o índice havia registrado aumento de 0,43%. A inflação manteve pressão nos alimentos e nos medicamentos, apesar de recuo frente a março (0,88%).
Componentes que mais impactaram
O grupo Alimentação e bebidas liderou as altas, com 1,34% e impacto de 0,29 p.p. no índice. Em seguida, Saúde e cuidados pessoais subiu 1,16% e contribuiu com 0,16 p.p. Juntos, esses dois setores responderam por cerca de 67% da inflação de abril.
A alimentação no domicílio subiu 1,64%, impulsionada por itens específicos: cenoura 26,63%, leite longa vida 13,66%, cebola 11,76%, tomate 6,13% e carnes 1,59%. Café moído caiu 2,30% e o frango em pedaços recuou 2,14%.
A alimentação fora do domicílio acelerou 0,59%. O lanche desacelerou de 0,89% para 0,71%, enquanto a refeição subiu de 0,49% para 0,54%.
Outros impactos relevantes
No grupo Saúde e cuidados pessoais, os produtos farmacêuticos subiram 1,77%, após reajuste de até 3,81% nos medicamentos a partir de 1º de abril. Itens de higiene pessoal avançaram 1,57%, puxados principalmente por perfumes.
O grupo Habitação registrou alta de 0,63%, com gás de botijão avançando 3,74% e energia elétrica residencial 0,72%, após reajustes tarifários em várias cidades.
Transporte e combustíveis
O grupo Transportes desacelerou fortemente e ficou quase estável, com alta de 0,06%, após 1,64% em março. A principal influência foi a queda de 14,45% nas passagens aéreas. Tarifas de ônibus caíram em várias capitais pela gratuidades aos domingos e feriados; o metrô recuou 0,38%.
Apesar disso, combustíveis seguiram em alta: gasolina subiu 1,86% e foi o maior impacto individual do mês, contribuindo com 0,10 p.p. O diesel avançou 4,46% e o etanol 0,62%.
Variação regional
Entre as regiões, Goiânia destacou-se com a maior inflação de abril, 1,12%, puxada pela gasolina e pela tarifa de água e esgoto. Brasília teve a menor variação, 0,16%, influenciada pela queda das passagens aéreas e da gasolina.
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